terça-feira, 4 de outubro de 2011
Primavera
Primavera
Céu azul intenso e profundo
Tantas belezas distantes
É mesmo um diverso mundo
De artes plenas e reinantes.
Ocultando a nossa arte
De tentar ver o infinito
Em fuga célere parte
E afinal surge o bonito.
É a primavera de amores
Colorida, cheia de flores
Que surge aos olhos cansados.
O campo fica florido
E tudo é tão colorido,
Que nos sentimos amados.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Raízes da musica popular brasileira
Raízes da MPB
Sempre respeitei muito as raízes da música popular brasileira. Afinal, tudo não passa de uma só unidade, que acabou polarizada no Rio de Janeiro.
Músicos e autores como Catulo da Paixão Cearense, João Pernambuco, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, por exemplo, têm forte influência na MPB, que por sua vez sofreu forte influência do 'chorões', como Pixinguinha, passando pelo samba debochado de Noel Rosa.
Apresento "Forró em Limoeiro", de Edgar Ferreira, imortalizada por Jackson, mas aqui com o jovem e atual conjunto "Xaxá do Xexé".
Notar que no vídeo tem "Bom demais", de Dominguinhos e Chico Buarque.
Sempre respeitei muito as raízes da música popular brasileira. Afinal, tudo não passa de uma só unidade, que acabou polarizada no Rio de Janeiro.
Músicos e autores como Catulo da Paixão Cearense, João Pernambuco, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, por exemplo, têm forte influência na MPB, que por sua vez sofreu forte influência do 'chorões', como Pixinguinha, passando pelo samba debochado de Noel Rosa.
Apresento "Forró em Limoeiro", de Edgar Ferreira, imortalizada por Jackson, mas aqui com o jovem e atual conjunto "Xaxá do Xexé".
Notar que no vídeo tem "Bom demais", de Dominguinhos e Chico Buarque.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Autores e editoras II
Autores e editores
Quando consegui publicar o meu primeiro livro, recebi do editor uma cópia da Diretoria de Documentação Histórica, assinada pelo sr. Claudio Soares Rocha, datada de 28 de abril de 2008, informando que o exemplar enviado à Presidência da República nada tinha de ofensivo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por se tratar de obra ficcional.
Complementando, afirmou o referido senhor que “desde já, fica a obra integrada ao acervo presidencial.”
Ou seja, tenho publicação que faz parte da biblioteca particular do presidente da República.
Foi best seller por causa disso? Não. Vendeu muito, fez sucesso? Também não.
Por fazer muitas alusões ao então presidente Lula, o editor enviou um exemplar do livro ao Planalto. Não houve problemas, como está visto.
O romance é pura ficção, embora nele estejam contidos muitos fatos verdadeiros da História da República, inclusive com a fase negra do mensalão.
O caso é que editoras são empresas, e estas têm sempre uma finalidade: gerar lucros. Alguns assumem o risco de lançar um autor novo, mas a maioria, não. Preferem os autores consagrados, ou quem esteja em evidência, em qualquer atividade humana. Desconhecidos, fora!
Entendo tal posição, mas até certo ponto. Quando uma editora grande manda um iniciante às favas, não está sendo justa. Se o trabalho merece ser divulgado, que seja apreciado. Incomoda o fato da recusa.
Neste ponto, existe uma verdadeira guerra entre autores e editores. É a comercialização da arte, na sua pior espécie possível. Um fato bastante desagradável. Para noção mais exata, pode-se citar João Ubaldo. Ganhador do Prêmio Camões, o maior da literatura de língua portuguesa, só conseguiu publicar o seu segundo livro graças ao ‘padrinho’ Jorge Amado. O fato é conhecido. Talvez, ninguém sabe, nosso maior autor vivo, não fosse seu amigo de talento muito grande, não seria conhecido. Quem garante que a afirmação não possa ser verdadeira?
A capacidade de Ubaldo é indiscutível, mas as editoras são cruéis. Na verdade, no seu caso, ele acabaria triunfando.
Alguns prêmios famosos nada são mais do que uma guerra entre editores, autores fora. O Jabuti, por exemplo.
Os grandes concursos literários, como o Walmap, por exemplo, revelaram nomes que consagram a literatura nacional, como Antonio Callado, José Cândido e tantos outros. Desapareceram e não foram substituídos.
A causa, ninguém sabe. Infelizmente.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
A educação vai mal
A educação vai mal
Não me agrada coisíssima alguma estar fazendo coluna como esta.
Mas calando, faço pior. Compactuo com o desmando federal, estadual e municipal, desmando grave, como o total abandono em que se encontra o ensino no país.
Os professores são desprezados, maltratados e mal pagos. Não tomando cuidado, são agredidos moral e fisicamente pelos alunos. A maioria deles sai do primário ser saber ler e escrever. Se alguém escrevesse isso há vinte anos, seria considerado doente mental em delírio. Hoje, os doentes mentais são outros. São os donos do poder.
Não é possível que num país que tenta levantar a cabeça ocorra tal fato. Mas é a realidade e todos sabem disso. Ainda tem mais, que é o problema do tóxico dentro das escolas. Aqui o fato se torna extremamente grave. É difícil saber se a quantidade de usuários é grande, ou está limitada a um grupo de moleques.
Conto um caso sério. Escrevo para vários sites literários. Lendo para comentar, a pedido do autor, deparei-me com um “haverão dias de trevas...” Imediatamente comuniquei o fato ao poeta, com cuidado para não melindrar.
Veio a resposta e a correção foi feita. “Há-verão dias de trevas...” e seguiu o poema. Realmente, os dias foram de trevas mesmo, como acontece com o nosso ensino fundamental. Convém não esquecer que este disparate ocorreu num site literário. Daí imaginamos o que vai pelas escolas.
Mas está tudo dentro da normalidade. Como digo sempre, povo analfabeto e desarmado, é fácil de ser controlado.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Dúvidas
Dúvidas
Nada para ensinar melhor, quando se tem preparo, do que a dúvida.
As matérias cinzentas passam. Começam a tomar cor, as dúvidas dissipam-se, e o terreno da caminhada é mais firme.
Assim resolvi dois problemas. O de postar quase diariamente nos sites Ning a que pertenço, o Mural dos Escritores e o PEAPAZ, para dar valor ao blog que cuido com carinho.
A caminhada começou quando fiquei confuso em relação ao Jorge Sader Filho. Este blog começou sem a menor pretensão, e acabou tendo o seu lugar no espaço. O fato é explicável, com facilidade. Conto ‘causus’ mas não minto. Respeito os meus leitores.
Fiquei em dúvida quanto ao valor do mesmo. Perguntei aos leitores qual a melhor maneira a ser tomada. Analisando as respostas, cheguei à conclusão de que não era mais possível alterar o http://aduraregradojogo.blogspot.com .
Devo esta satisfação aos leitores. Afinal, foram vocês que opinaram.
Quanto aos sites Ning, continuo com as postagens, mas sem o compromisso diário, que me prende. Não sou afeito ao fato; pelo contrário. Prezo com enorme gosto a minha liberdade intelectual.
Agradeço a todos.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A comunicação e o blog
A comunicação e o blog
Já escrevi algo a respeito. O blog é, sem dúvida, uma forma de expressão.
Os sites onde escrevemos quase sempre são insuficientes. Os Nings da moda exemplificam bem. De modo geral, são fracos e repetitivos exageradamente.
O próprio Recanto das Letras, antes com excelente número de autores de talento, hoje está invadido por autores ainda despreparados.
O blog traduz o sentimento de cada um, personalizando as matérias escritas. Como sempre, querem enquadrar o veículo de comunicação. E vêm os dez maiores, cem, os mundiais e tolices outras que não tem fim.
Já pensei em não postar mais e deixar este como está. Limpo, só contendo literatura ao alcance de todos. Não tenho a pretensão de maior; não sou idiota.
Aqui escrevo meus contos, crônicas, poucas poesias, já que não sou poeta. Não sei se o provedor, no caso o Google, aceita esta decisão, e mantém o blog ao alcance de quem quiser.
Faria um diário mais amplo, com moda, viagens, culinária de primeira ordem, poesias, crônicas, em suma, um blog bastante variado.
Daria mais dinâmica, creio. A diversidade bem usada supera a imposição, no caso, literária.
Esta dúvida é levada aos meus leitores.
De acordo com a resposta, tranco este, mas com visitação aberta, e inauguro outro, bastante mais acessível a todos.
A resposta de vocês dirá o melhor caminho que tenho a tomar. Repito que não conheço a decisão do Google. Se não vai mais mostrar o blog, desisto em definitivo da idéia. Se ele permanece vivo, crio outro com maior liberdade.
Cabe a vocês, caros amigos que me acompanharam até aqui, a decisão.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Autores e editoras
O autor e as editoras
Não gosto de escrever muito. O leitor fica cansado, acaba pulando trechos e na maioria das vezes, desistindo da leitura.
Mas determinados assuntos devem ser mostrados com detalhes, pena de ficarem incompletos ou sem essência. Um deles, discutido por todos nós que escrevemos, é a dificuldade de publicar um livro com selo famoso ou mesmo razoável.
É bom que se diga logo no princípio que qualquer editora é uma empresa. Empresas visam lucro, nenhuma quer ir para o vermelho. Que fazem elas? Principalmente, editam autores consagrados, numa repetição por vezes monótona. A maioria dos seus avaliadores já está preparada para recusar trabalhos de autores novos. Um dos quesitos que eles respondem, obrigatoriamente, é se o trabalho é comercial, se vende com facilidade.
O avaliador literário não está preparado para este exame. Ele conhece os bons e os maus trabalhos. Mas não conhece mercado, e estão sujeitos a repetidos erros. Mesmo razoáveis textos podem vender muito, e é fácil acontecer isto. Dependendo do assunto, se for matéria popular ou da moda, o sucesso é quase certo. Vende mesmo. Neste campo encontram-se os livros de auto-ajuda, moda, escândalos e trabalhos por celebridades, tenham ou não valor real.
A indústria do livro também comete o crime de enriquecer usando a famosa fórmula pronta. Geralmente são norte-americanas, que espalham Best Sellers pelo mundo todo, de autores inexpressivos e assuntos até mesmo idiotas, mas com o conteúdo que muitos leitores gostam: amor, sexo e poder.
Do outro lado, os escritores. A maioria é deficiente mesmo, não há como negar, basta ler nos diversos sites para notar a fraqueza deles. Ou pretende agradar, com rapapés ridículos, ou querem aparecer escrevendo de modo difícil, gongórico. Este tempo já passou há alguns séculos, mas existe uma fervorosa insistência. Uma das características é o trecho longo, mas que não diz nada. Estão excluídos das publicações, sem dúvida. Estou referindo-me aos prosadores. Poetas, lidos com cuidado, em vinte deles salva-se um ou dois. Não é sem sentido que as grandes editoras não aceitam poesias para avaliar.
Quem paga caro por tudo isto é o autor de talento, e existem muitos que têm esta qualidade. Mas são renegados pelas medrosas e covardes editoras.
Uma coisa é certa. Com o advento da web, as famosas grandes podem ter sua espinha dorsal quebrada a qualquer tempo. Vão cerrar suas portas.
Não faltam idéias novas, partidas de recentes tendências e homens que sabem manobrar bem melhor com este tipo de empreendimento do que aos atuais editores. Um exemplo foi a impossibilidade de a Civilização Brasileira continuar editando.
Era a maior e mais conceituada editora brasileira. Hoje faz parte de um grupo forte, e não tem mais vida própria.
Há novas idéias no mercado editorial. Não de empreendedores que atuam na atualidade, mas de pessoas bem mais inteligentes.
Muitos perguntarão como sei disto tudo. É fácil. Sou um dos colunistas do Vote Brasil, http://www.votebrasil.com ,um nome no site político brasileiro, ganhador de dois prêmios Ibest, o maior da internet brasileira.
Não há muitos segredos para um colunista político, na vida pública.
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