Geralmente, quando caminhamos sozinhos, nossos
pensamentos vagueiam nestes desconhecidos caminhos que a Vida nos apresenta sem
cessar.
Dia frio, sem exagero. Céu luminoso, azul intenso, que contrastava
com o jeans do jovem que seguia, com descrição, a moça que estava um pouco
adiante. Esta sim, chamava a atenção. Bermuda de lycra justa, apertada, mostrando
claramente boa parte do seu corpo.
Jovem. É bom ser jovem!
Com o discreto andar pelo longo calçadão, beira de praia,
pouco se importava se chamava a atenção.
Mas chamava, e como chamava!
Interessante. Se estivesse se
exibindo, possivelmente passaria despercebida. Não estava, daí a naturalidade
da sua formosura, seu corpo atraente, sua beleza sadia e natural. Difícil, isso!
— E se eu chamasse você para tomar um chope gelado no bar
mais famoso desta praia?
— Como?
— Está ali adiante.
Chope de caneco, sabor especial, gelado como só ele.
— Não lhe conheço, moço!
— Nem eu conheço você.
Compromissada?
— Interessa?
— Mas claro que sim.
Mulher compromissada, quando por amor, é idiotice tentar uma
aproximação.
— No momento, não.
Estou livre e muito bem.
O elegante bar foi alcançado. Uma? Tomaram umas quatro canecas de um chope
magnífico, com tudo que pode acompanhar esta bebida. Linguiça frita e batatas idem.
Dia seguinte, ainda falantes e sorridentes, deliciavam-se
com o café matinal, perfumando a casa dele.
Sim, casa! Naquele local elas são
muito comuns.






