segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Armas

                                              Armas

            Vencedor absoluto no plebiscito das armas, povo contra o governo petista, com medo do povo armado, não submisso, pois, as suas vontades, tratou de regulamentar o assunto.
            A lei do desarmamento, contra a vontade popular, liquidou o assunto progresso de anos, para a construção de um Brasil grande. 
            O Foro de São Paulo, que visava o comunismo em toda a América Latina, exigia a medida defensiva.  Governos tirânicos detestam povo armado.
            Que fizeram?  Através do Estatuto das Armas, estabeleceram normas para a compra ou a manutenção de uma arma de fogo na residência de cada brasileiro, quase impossível de existir.  Certidões em cima de certidões são exigidas para a compra de uma simples espingarda de cartuchos.  Se for revólver, pistola ou carabina, a coisa fica mais tenebrosa. Até mesmo um armeiro experimentado vai precisar de certificado da polícia federal que comprove sua capacidade.
            A Polícia Federal, cansada de cumprir missões que não são dela, já não liga mais para o assunto.  Certo que deve haver um controle de armas no país, mas nunca uma tirania sobre renovações, com taxas caríssimas. O registro antigo, onde bastava a inscrição na Secretaria de Segurança, é eficaz e durou até o bolivarianismo implantado no país.
            O calibre das armas também é importante.  O famoso ‘tresoitão’ (há quem use a gíria mencionada com a letra z), calibre trinta e oito, limite para armas de mão, não se justifica. Deveria ser o magnum. 357, bem mais eficiente para revólveres, ou mesmo a quarenta e cinco, para pistolas.
            Não se justifica, na verdade, é a posse de armas de assalto, como rifles militares automáticos.  O civil, como o nome diz, não é soldado.  Que se mantenha a compra e posse da carabina trinta e oito, fabricada no Brasil e de eficiência comprovada.  
            No mais, qualquer cidadão que prove a necessidade de andar armado, sem muita burocracia, deveria ter seu porte de armas concedido.
            Não somos mais bolivarianos.  Não chegou a hora de revermos tudo isso?  A Constituição garante este direito. Se o marginal sabe que o cidadão vai reagir, ele desiste. Ele sempre é covarde.
            Com a palavra o senhor presidente da República.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Foram-se os líderes


                                           

            O mundo está atravessando um período difícil.  Foram-se os líderes.
            Com a posse em 20 de janeiro de Donald Trump, o horizonte toma cores ainda bastante indefinidas.  O homem parece mesmo “a bull in a China shop”, nem mais, nem menos.  Obama foi o último que resistiu as fraquezas do momento.  Restam Angela Merkel e Vladimir Putin, este um veterano em manter-se no poder.
            Piora o panorama quando vemos a ascensão da direita extremada por toda a Europa.  Marie Le Pen não parece nada indicada para o momento francês, como Trump não é para os Estados Unidos.  Um presidente protecionista, xenófobo, preconceituoso, não inspira confiança em ninguém.  Arrisco uma opinião: ele não chegará ao fim do seu mandato, por questões de política interna e externa.  Presidente americano que volta as costas a Wall Street está com os dias contados, segundo afirmam os melhores conhecedores de política norte-americana.
            Perdemos todos nós, especialmente agora que o país dá sinais de tênue recuperação econômica.  Fraca mesmo, mas parou de cair, o que é bastante positivo.  A situação brasileira melhora muito quando vemos investidores estrangeiros voltando a apostar no Brasil.
            É um assunto árido, mas que não posso deixar de fazer registro.    




quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O ano de 2016

                    

            Definir e pormenorizar 2016?  Tarefa para profissional competente.  Seja jornalista, historiador ou mesmo mero observador do comportamento humano.
            O ano foi duro.  Após o Partido dos Trabalhadores, num golpe traiçoeiro contra todos nós, ter se mostrado um conglomerado de bandidos, Dilma Rousseff sofreu impeachment no Senado Federal.  Mostrou, todo o tempo que esteve à frente do governo, ser absolutamente incapaz, pessoalmente, e favoreceu, direta ou indiretamente, que seu partido e membros dele cometessem todos os tipos de crimes contra o patrimônio da Nação.
            O Brasil progredia economicamente.  As leis eram respeitadas.  Mas, por desgraça nossa, Lula é homem ambicioso, dado a negócios escusos e um exemplo de governante que gosta de se apropriar o que não é seu, é do povo.
            Toda a trama começou após o Foro de São Paulo, obedecendo rigidamente os princípios de Fidel Castro.  O protocolo foi firmado, com a finalidade de transformar a América Latina num grande complexo bolivariano. Sendo Simón Bolívar um político profundamente duvidoso, desconhecedor das bases de uma economia desenvolvida e extremamente defensor da política do estado forte, dominador e gestor da coisa pública, contra qualquer interesse não centralizado nas mãos poderosas do executivo, no seu entender.  Um erro crasso, como qualquer estudioso pode assegurar.
            Caminhamos para a conjunção bolivariana, até quando os escândalos de grandes rombos estavam ocorrendo na nossa economia.  Surgiu a famosa Lava Jato, que começou a ver, ouvir e investigar os desmandos petistas.  Dilma foi impedida de continuar a ser presidente, por força do impeachment declarado pelo Senado Federal.  Dia após dia, eram e são descobertos golpes contra o erário jamais vistos em toda a República.  Nomes de outros participantes, de outros partidos que não o PT surgem pouco a pouco.  São muitos, nada se pode falar com segurança no momento.
            A verdade é que o país tem hoje 12 milhões de desempregados, a Petrobrás está aparecendo como uma companhia petrolífera de maior dívida internacional, um absurdo.
            Solução? Sim ela existe, e já se tenta por em prática.  Tudo indica que dará certo, mas nada em curto prazo.  Vai demorar.  Enquanto isso, o povo, como sempre, paga pelos desmandos e sofre profundamente por eles.    

domingo, 4 de dezembro de 2016

Calado

                                

            Tempo quente, ora calor, ora frio, ninguém entende mais nada.  Pouco importa.
            O fato é que estavam todos sentados num bar elegante, manhã ensolarada, chopes bem tirados saindo em seguida.  Cinco.  Eram cinco: três amigos e dois convidados.   A conversa não poderia ser outra: política.  Dependesse deles os problemas da nação – quem sabe do mundo – estavam resolvidos.  Mas passa uma mulher, talvez vinte e quase trinta, que assombra.  Alta, boa desenvoltura e boa mesmo, bonita, bem feita.
            — Homem de Deus, o que é isso?
            — Uma mulher bonita, não está vendo?
            — Claro que sim, não sou cego. — Tomou um gole grande.  Chope de melhor qualidade.  Viu um dos funcionários, com uma faca especial para boa cozinha, cortando finas fatias de linguiça.  Depois, cubos de provolone.

            — Quem será esta, não conheço e moro aqui há anos.
            — Também estou vendo pela primeira vez. Boa e linda demais.
            A bela mulher acabara de virar alvo de investigações de gente não lá muito recomendável. Quer dizer, fofoqueiros, o que não é boa referência para homens.  “Alfredo Maluco”, que só pelo apelido já fica apresentado, pensou alto:  — Conheço, mas não sei de onde.
            Nem poderia lembrar direito, já estava de fogo.  Um dos participantes da mesa estava visivelmente nervoso.  Aparentemente, sem nenhuma razão. Especialista em previsões de mercado futuro, na bolsa de São Paulo, era frio por natureza da profissão.  Mas estava.
            A tal mulher maravilhosa não foi à praia, estava fazendo compras pequenas num mercado da vizinhança.  Seu erro, talvez, fosse o short curto, que permitia visão completa.  O traseiro, que traseiro!  Pernas perfeitas, para a imaginação dos que viam aumentar bastante.  Ela conseguiu centralizar a conversa.  ‘Alfredo Maluco’ morava muito perto dali.  Pegou o celular — quem não usa estes aparelhos hoje? — e ligou para o filho.  Catulo, nome dado em homenagem ao poeta e compositor Catulo da Paixão Cearense, em pouco tempo estava junto ao grupo.  Sentou-se junto a todos, bebia pouco, não gostava de chope, foi de cerveja mesmo.  O pai cochichou algo no seu ouvido. Ele foi até o mercado e viu a mulher.
            — Piranha, pai.  Os novinhos da área ela já devorou todos.
            — Hã? Você também?
            — Eu não, mas o Luis já castigou. – Luis era o irmão, pouco mais velho.
            — Tem certeza?
            — Absoluta! — O marido, perto, escutou tudo.

            Ela estava voltando.  Um pequeno volume de compras na mão direita.  O marido, que estava sentado com eles, já desconfiava fazia tempo, deu um salto, pegou a faca do cozinheiro e enfiou sem dó nem piedade no bucho da gostosona.
            Acontece.  Pegou apenas oito anos de reclusão, homicídio simples.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Eleições

            

            Encerram-se definitivamente as eleições municipais de 2016.
            Foram importantes?  Sim, muito importantes.  Mas uma criteriosa análise deve ser feita, sob pena de erro grave.  O grande e maior derrotado foi o PT dominado por Lula, o homem que se julga acima do bem e do mal, e um estadista. 
            Ninguém, acredito, jamais imaginou que estivesse montada uma máquina de dominação do povo, além de promover falcatruas acima de qualquer pensamento normal.  Os governos petistas conseguiram arrasar a sexta economia do mundo, e praticamente falir uma companhia de petróleo.  Segundo os entendidos, o melhor negócio do mundo é uma petrolífera.  O segundo melhor, uma companhia de petróleo e, afinal como terceiro negócio, aparece o comércio e a exploração do mesmo material.
            Pois muito bem.  Depois de escutar o que dizem os homens de negócios do mundo, os governos Lula e Dilma, com a corrupção, comprometeram seriamente uma companhia destas, causando estragos que vão exigir muito trabalho para a recuperação.  Toda a cúpula do partido sabia das irregularidades e nada fez para evitar o desastre.  De outro lado, raríssimos eram os contratos feitos que envolvessem obras públicas que não envolvessem irregularidades, corrupção.  Encontram-se sob investigação judicial.  Nunca a Polícia Federal fez tanto trabalho, pelo que se tem notícia.
            Consequências: impeachment de Dilma e fragorosa derrota política do PT, em todo o Brasil, nas eleições municipais deste ano, 2016.  A única capital que elegeu prefeito petista foi no Acre.  O PT, 1° colocado nas eleições de 2012, passou direto para a vexaminosa posição de 11° nestas últimas votações de 2016.  Política é assunto sério.  Não comporta incompetentes e analfabetos, como no caso dos últimos presidentes petistas. 
            O povo repudiou os candidatos de extrema esquerda, uma sabedoria.  Ela é igual a sua suposta adversária, a extrema direita.  Ambas imbecis, politicamente.
            Vamos aguardar anos futuros.  Que nosso país não caia mais nas mãos de aventureiros; a memória popular costuma ser curta.    

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Não aborrece!

                     

            Lugar da moda.  Geralmente são chatos, salvo no verão, quando o chope é muito bem tirado.
            — Rapaz, deixa de implicância.  Olhe as panturrilhas dela.
            — Que tem?
            — Perfeitas, nenhuma mulher com panturrilha cheia e bem formada assim é feia.  Duvido!
            Canecas cheias, não eram de louça, mas vidro.  Os dois não aparentavam ser gente comum.  Artistas, talvez.  O que tinha feito a afirmação sobre as pernas de uma mulher que aparentava ter passado dos quarenta, usava uma bermuda para correr, estava de tênis e camisa de malha azul.  O outro, mesma coisa, só diferia a cor da camisa. Era branca e estava pouco suada.  Quem os visse, sabia de pronto que eram tipos que gostam de correr nas calçadas da praia, e depois bebem uma cerveja para hidratar, segundo eles.
            A moça, quer dizer, nem tanto assim, continuava seu caminhar.  Coxas escondidas pela roupa, mas que não impedia a visão da parte inferior das pernas.  Realmente, eram muito bem desenhadas.
            — Não trouxe o celular, vamos ficar sem fotografia.
            — Trazemos amanhã, e fotografamos de frente também.
            — Pastel ou óleo?
            — Primeiro pastel.  Se ficar bom vai no óleo também.
            Estava descoberta a profissão de um deles.  Pintor.  A gente nunca pode afirmar se era profissional ou não, no lugar quase só moram artistas.  O prato das finas rodelas de linguiça ainda estava com boa quantidade.  Os canecos foram cheios mais uma vez.  Mais esta caneca e casa, banho, e depois um aos pincéis, o outro na mesa grande do escritório.  Terminava um livro de contos.
            Bêbado costuma ser inconveniente, como aquele que entrou no bar sofisticado e se dirigiu ao pintor:
            — Salve!  Não era você que estava expondo no salão da Reitoria?  Não tem vergonha?  Você não pinta nada.
            — Não aborrece, cara.  Se manca, cai fora, deixe os que estão quietos em paz.
            — Não gosto de mentirosos.  Aquilo não é arte.
            — Vou acabar perdendo a paciência com você.  Não é arte é problema meu.  Vai comprar ou foi comprar alguma coisa e desistiu?
            — Mas nem pensar...
            — Então fora.  Está incomodando.
            A mulher das belas panturrilhas estava voltando.  Morena, muito bonita.  Os dois amigos, que já se preparavam para uma provável briga, ficaram espantados quando ela se dirigiu para onde estavam.  Bonita mesmo!
            — Clara, este é o tal pintor que vimos suas porcarias ontem.
            — Vamos embora.  Temos hora, esqueceu? 
            Era a mulher dele.  Pediu desculpas com muita delicadeza, para justificar os atos do marido, que nada percebeu, tão de fogo ele estava.


"Blue Poles", Jackson Pollock
             

domingo, 18 de setembro de 2016

Caminhando

                             
            Vai para onde, amigo?  Segue estrada?
            Longo é o caminho. A gente não sabe onde começa, imagine onde termina.  Cachaceiros conhecidos, e reunidos.  Um bar antigo, mas limpo e bem tratado. Raridade?  Não é não!  Eles existem, e como!  Reúnem velhos amigos, quando não são, acabam feitos.
             — Ela é linda.  Sozinha por quê?
            — Vai saber!  A vida é tortuosa, amigo.
            — Mas não má, concorda?
            — Na essência não.  Mas muitas vezes é má e dolorosa.
            — É poeta, amigo?
            — Não, sou não.  Por que a pergunta?
            — Seu jeito.  Pensativo, meditador.  Encontro poucos.
            — Também não sou assim.  Vejo o que se passa, mais nada.
            — Agrada?
            — Quase sempre, não.
            Interior, cidade tranquila.  A amada, ninguém sabe a causa, entrou no rio.  Aparentemente calmo, mas rios são traiçoeiros.  O mar é honesto, avisa que pode fazer uma das piores, arrisca-se quem quiser.  Interessante.  Pacífico.  Ora, de pacífico este oceano só tem o nome.  Mesmo os astronautas que pela primeira vez desceram na Lua, na hora do retorno não se cansavam de perguntar, via rádio, quais eram as condições do nosso grande oceano.
            Entrou no rio, lavou-se e jogou água nos cabelos.  Lembrava o gesto do Jordão, o batismo, só que estava sozinha.  Sozinha?  Talvez não!  Mistérios.  Dizem, e tudo indica ser verdade material, que o homem nasce sozinho, vive sozinho e morre sozinho, por mais pessoas queridas que o cerquem.  Verdade? Não sei não.
            “Ela é linda!"  "Quem é linda, amigo?  Está falando de uma mulher ou da Vida?”
            Descalço, seguiu caminho.
            Os velhos, mas comportados cachaceiros, que continuavam a conversa e apreciavam o que acontecia, jamais irão saber onde este caminho termina.  Se é que termina... E tudo isso, na verdade, não importa!