quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A educação vai mal













A educação vai mal

Não me agrada coisíssima alguma estar fazendo coluna como esta.
Mas calando, faço pior. Compactuo com o desmando federal, estadual e municipal, desmando grave, como o total abandono em que se encontra o ensino no país.
Os professores são desprezados, maltratados e mal pagos. Não tomando cuidado, são agredidos moral e fisicamente pelos alunos. A maioria deles sai do primário ser saber ler e escrever. Se alguém escrevesse isso há vinte anos, seria considerado doente mental em delírio. Hoje, os doentes mentais são outros. São os donos do poder.
Não é possível que num país que tenta levantar a cabeça ocorra tal fato. Mas é a realidade e todos sabem disso. Ainda tem mais, que é o problema do tóxico dentro das escolas. Aqui o fato se torna extremamente grave. É difícil saber se a quantidade de usuários é grande, ou está limitada a um grupo de moleques.
Conto um caso sério. Escrevo para vários sites literários. Lendo para comentar, a pedido do autor, deparei-me com um “haverão dias de trevas...” Imediatamente comuniquei o fato ao poeta, com cuidado para não melindrar.
Veio a resposta e a correção foi feita. “Há-verão dias de trevas...” e seguiu o poema. Realmente, os dias foram de trevas mesmo, como acontece com o nosso ensino fundamental. Convém não esquecer que este disparate ocorreu num site literário. Daí imaginamos o que vai pelas escolas.
Mas está tudo dentro da normalidade. Como digo sempre, povo analfabeto e desarmado, é fácil de ser controlado.

16 comentários:

petuninha disse...

Querido Jorge.
Interessante coincidência, pois faz um tempo que venho pensando em escrever sobre o tema do descaso das autoridades com o Ensino em nosso país. Trabalhei na área do magistério por um bom tempo e acompanho os descalabros que se tornam cada vez maiores.Vejo a angústia e as lutas de colegas e amigos.
Não escrevi ainda por várias circunstâncias que me impediram, mas como está a aproximar-se o Dia do Professor, terei que fazê-lo.
Parabéns por apoiar esta causa tão debatida, mas para a qual o nosso governo faz ouvidos moucos.
Beijos da Petuninha.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Pois é, amigo Jorge. Se a educação vai mal, leva tudo a reboque. Isso é regra, a dura regra do jogo... seu post é um alerta! Abraços.

Teresinha Oliveira. disse...

Nos séculos passados o poder era conquistado pela força. Ainda hoje o é em determinados países ditatoriais. Mas nas ocidentais democracias, o poder encontra um caminho sutil para se impor e perpetuar...A ignorância.

Teresinha Oliveira. disse...

Mas quanto à Lingua Portuguesa, valha-me Deus! Vivo brigando com os verbos no Imperativo :)

Marcia disse...

Jorge tudo está virando um caos..O ensino é ruim e povo sem estudo não pensa, não cobra nada e além de tudo, falta limite em todos os sentidos...É uma lástima..Ótimo texto de alerta.....bjus

Espelho disse...

Meu adora amigo!
Belo o seu texto diz tudo sobre o descaso das autoridades com os nossos meninos e meninas... Que estarão por alguns dias homens e mulheres. E o ensino desta maneira como será a formação de médicos para cuidar da saúde de um povo, onde o governo nem se quer tem a atenção devida para o setor saúde-vida?
Onde vai parar a nação brasileira em todos os seus ângulos?
Um Grande abraço
Mel

Rita Lavoyer disse...

Pois tento me corrigir ao máximo, mas não sou perfeita e aprendizado a gente vai buscando em todos os lados. Podendo, corrija-me tantas vezes e tantas outras que eu precisar.
Obrigada

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Caro Jorge, fui professora de Língua Portuguesa num tempo em que os alunos estudavam o que os professores ensinavam. Fui exigente. Hoje, se, numa sala de aula agisse como naquela época, certamente apanharia de alunos e de pais. Já não estaria mais no magistério. Tens toda a razão. Os alunos sabem muito pouco. São os "analfabetos funcionais" dos quais tanto se fala, mas nada se faz para melhorá-los. Abrs. Mardilê

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Caro Jorge, fui professora de Língua Portuguesa num tempo em que os alunos estudavam o que os professores ensinavam. Fui exigente. Hoje, se, numa sala de aula agisse como naquela época, certamente apanharia de alunos e de pais. Já não estaria mais no magistério. Tens toda a razão. Os alunos sabem muito pouco. São os "analfabetos funcionais" dos quais tanto se fala, mas nada se faz para melhorá-los. Abrs. Mardilê

IDERVAL TENÓRIO/DRA VIRGINIA TENORIO disse...

Meu Guru Jorge, como sempre primordial, o comentário é mais do que um alerta, é um puxavanco de orelhas, é uma aula de cidadania.

É a escola a solução, os gestores deveriam construir escolas,remunerar bem os professores ,formar cidadãos para no futuro usar a caneta e o cérebro em detrimento da construção de Presídeos,de formar policiais e cidadãos para o uso da força e das armas.

Mais escolas e mais professores,menos presídeos e menos policiais, consequentente ,mais CANETAS.
Mais cidadãos.

IDERVAL REGINALDO TENÓRIO
visite o blog

http://www.iderval.blogspot.com

cristinasiqueira disse...

Vai mal e de mal a pior.

Uma lástima e nós impotentes pelo tamanho do descaso.
Indignada...estamos e...?


Com admiração pela escolha do tema.

Cris

Marcelo Novais disse...

Ilustre escritor, antes de criticar olhe o que escreve e a lingua que pratica...Marcelo Novais

Celso Panza disse...

Nada há a considerar em país que ensina "nos vai" e a contar com erro. O exemplo vem de cima, e onde a apologia de não estudar faz escola e prosélitos, só podemos esperar a estupidez como didática. Celso Panza

Caio Martins disse...

Caro Jorge, a mutilação sistemática do idioma de um país visa, principalmente, destruir sua identidade. E, não canso de repetir, povo sem identidade é povo sem liberdade. Fornecedor de matérias primas e importador de badulaques, principalmente culturais. Como sempre, digamos.

Sandra Xavier disse...

Jorge desde a reforma iniciada pelos militares em 1968, que o ensino no Brasil passou a ser a cada ano pior. Credencia-se mas não se qualifica, em todos os níveis.

Sílvia Mota disse...

O tema é atual, infelizmente, querido amigo Jorge. Abordagem necessária e bem realizada, pois o processo concernente à Educação, em nosso país, é vergonhoso! Deparei-me com absurdos nos bancos universitários, por exemplo, quando uma aluna escreveu, por quatro vezes, numa mesma prova, a palavra (?) "çentença". Agravante: aluna matriculada no último período do Curso de Direito. Parece mentira... Não me esqueço dessa situação, porque ocorreu no primeiro ano em que me tornei professora. Imagina a minha decepção, logo no início da carreira! Anos depois, navegando pelo mundo poético, a mesma situação... erros e mais erros... não menos absurdos. Beijossssssss