quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Deixa-me amar livremente
















Deixa-me amar livremente



Por que o receio? É medo, ou coisa que o valha? Saiba então minha querida, que de medos ando cheio, qualquer deles me atrapalha. Não posso amar sozinho? Quem disse isso, amorzinho? Isto é fogo de palha!
Tem tanta gente no mundo que cada vez mais se atrapalha, dando palpites, conselhos ou qualquer coisa que valha... Acho graça destes tipos. Em tudo metem o nariz. “Quem é você que não sabe o que diz?”. Ah, Noel quanta sabedoria, nos bares, serestas escondidas da luz do dia. Foi livre destes ares cheios de tanta hipocrisia... Não teve esses azares.
E eu, o que faço? Fico sujeito às normas? Ninguém se livra delas, sempre existe quem conteste as formas despidas que tenho e tão repetidas são, não existe quem não as ateste...
Que tenho eu com isto? Não, eu não desisto deste destino ingrato, é ele o meu prato que vou digerir, até fique farto.
Pergunto outra vez, docemente, sem nenhum rancor na mente, por que este ardor eu tenho de amar tão livremente?
Alguma maldição? Creio que não. Por favor, me dê a mão...
Não posso ficar sozinho, tenho medo deste espinho que se chama solidão!

12 comentários:

Petuninha disse...

Jorge!
Não podes mais dizer que não és poeta!
Belíssima, tua prosa poética! Terna, suave e contundente. Se gravá-la com um fundo musical, ficará um show.
Parabéns! Beijosssss

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

O mestre Jorge não é menos mestre na prosa poética. Taí esta bela lavra que não me deixa mentir. Abraços e parabéns.

Rita Lavoyer disse...

O amor não pede permissão, acontece simplesmente.

"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer."

Por não saber fazer com o eu talento, recorro a outro mestre equivalente, para responder a você .

Parabéns, Jorge!

Caio Martins disse...

Jorge, singelo como uma dádiva da Natureza... Que as musas lhe sejam sempre generosas, fartas e dadivosas. Abração!

Verdades e Mentiras disse...

JORGE: MARAVILHOSA!!! QUE MAIS POSSO DIZER DESSA PROSA??
ABS. SANDRA

Mari Amorim disse...

Também tenho...
Beijos!

Andanhos disse...

Quanta poesia!
Deliciosas palavras, caro amigo.
O medo faz parte da vida, mas não deve ganhar mais força do que ela nem do que o amor.
Um abraço.

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Lírico este texto. Cheio de significados entrelinhas. Abrs. Mardilê

marcia disse...

Jorge, quando sua alma de poeta aflora é tudo de belo.......bjus

Espelho disse...

É, Jorge, este 'amar livremente' é que está difícil... Por que acontece sempre qdo estamos amando alguém perdemos a liberdade individual e passamos a ser dois? Tudo bem, não somos dois, simplesmente temos um alguém para doar um pouco de nosso tempo. Isto não quer dizer vc paralisar e viver a vida do outro...
Busco este entender do outro lado, mas nunca o encontro...
Muito lindo o seu prosear livre!...
Bjssssssssss

Miriam de Sales Oliveira disse...

"Tenho medo desse espinho q/ se chama solidão"Belíssimo verso,tem espírito,tem cadência,tem vibração.
Gosto de vir aqui.
Abç

MJV disse...

Belo poema em prosa,
contem na sua essencia,
tanta verdade, que doi
a alma de muita gente.
Nada melhor,
que falar a verdade,
quando nosso amago,
se sente amargurado.
Quem disse!
que amar é pecado?
Parabéns Adorei...
abraço, joaquina