segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Folclore: Zé do Norte














Zé do Norte era o apelido de Alfredo Ricardo do Nascimento (1909-1979), nascido em Cajazeiras, PB.
Cantor, compositor, poeta, folclorista e escritor, é um dos trovadores brasileiros de maior expressão.
Faleceu no Rio de Janeiro.
Dele é a música "Sodade meu bem sodade", que fez sucesso no filme "O Cangaceiro", de Lima Barreto, na voz de Vanja Orico. O mais interessante é que a canção foi composta quando ele tinha apenas onze anos, e é fruto de uma "desilusão amorosa".
Cantada na doce e suave voz de Lenir Apples, mostra a beleza do folclore nacional.
Veja em tela cheia.

14 comentários:

Verdades e Mentiras disse...

Jorge, adorei ouvir essa canção com essa voz maravilhosa.
Quanta coisa boa temos no Brasil, que ficam perdidas.
Abs. sandra

Efigênia Coutinho disse...

"Folclore: Zé do Norte"

Parabéns Jorge, sua postagem vem ricamente enriquecer a nossa história e cultura, pois eu não conhecia este grande compositor,poeta,trovados e cantos, nota MIL!
Efigênia Coutinho

Mari Amorim disse...

Olá,Jorge!
Quando leio suas postagens,saio mais rica,no quesito aprendizado,não conhecia,obrigada pela aula,em poucas palavras..
Forte abraço,
Mari

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Sensacional, Jorge. A música eu já conhecia. Bom saber um pouco mais sobre o autor e sua precoce composição. Grande abraço.

lino disse...

Uma bela música para uma bonita voz.
Abraço

Petuninha disse...

Há tempos passados ouvi falarem em Zé do Norte mas não conhecia suas canções.
Esta, tão precoce na vida do autor é muito bela. Tem a naturalidade e o sentimento verdadeiro que brota de dentro da alma do compositor.
Nosso país tem autores maravilhosos que deveriam ser divulgados.
Parabéns! Beijos.

Espelho disse...

Gostei da aula de folclore. Muito pertinente, nunca conhecemos as origens e seus verdadeiros donos...

cristinasiqueira disse...

Delícia de preciosidade...um presente.Obrigada.

Cris

Caio Martins disse...

Muito bom, Jorge. Num momento que em que o lixo eletrônico extermina os melhores valores culturais em todos os cantos do planeta, há que revelá-los e lutar por eles.
Bela homenagem!

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Jorge, gosto muito desta música. Saber sobre seu autor e como foi composta é muito bom. Abrs. Mardilê

Rita Lavoyer disse...

E eu sai daqui com uma sodade enorme do Zé do Norte, que há muito habita-me sem tê-lo conhecido. Continue assim, Jorge. Apresentando-nos as nossas partes desconhecidas.

Marcia disse...

Obrigada Jorge por me apresentar Zé do Norte...bjus

Cacá - José Cláudio disse...

Eu não conhecia o autor, mas a música já desde criança. Minha mãe era uma "cantadeira" de primeira e gostava muito desta música. Ficou para sempre na minh alembrança. um abraço, Jorge. Paz e bem.

IDERVAL TENÓRIO/DRA VIRGINIA TENORIO disse...

Professor e Guru agora a pancada foi segura, bateu em Ivanildo Vilanova,Otacilio Batista e Geraldo Amancio, na minha infância fui ouvinte e observador dos três na minha querida Juazeiro do Norte Terra do padre Cicero.

Zé do Norte,Zé Limeira,Zé da Luz como cantou o Jackson do Pandeiro -Vixe como tem Zé. Zé de baixo,Zé de Riba , me desconjuro com tanto Zé, como tem Zé lá Paraiba.

Vai uma do Zé da Luz. Um abraço. Do amigo Iderval.

Que também é da Paraiba.



Zé da Luz


As flô de Puxinanã
(Paródia de As “Flô de Gerematáia” de Napoleão menezes)

Três muié ou três irmã,
três cachôrra da mulesta,
eu vi num dia de festa,
no lugar Puxinanã.

A mais véia, a mais ribusta
era mermo uma tentação!
mimosa flô do sertão
que o povo chamava Ogusta.

A segunda, a Guléimina,
tinha uns ói qui ô! mardição!
Matava quarqué critão
os oiá déssa minina.

Os ói dela paricia
duas istrêla tremendo,
se apagando e se acendendo
em noite de ventania.

A tercêra, era Maroca.
Cum um cóipo muito má feito.
Mas porém, tinha nos peito
dois cuscús de mandioca.

Dois cuscús, qui, prú capricho,
quando ela passou pru eu,
minhas venta se acendeu
cum o chêro vindo dos bicho.

Eu inté, me atrapaiava,
sem sabê das três irmã
qui ei vi im Puxinanã,
qual era a qui mi agradava.

Inscuiendo a minha cruz
prá sair desse imbaraço,
desejei, morrê nos braços,
da dona dos dois cuscús!

ZÉ DA LUZ