sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Sociabilização humana














Sociabilização humana

Segundo tudo indica, a consciência social do homem iniciou quando ele aprendeu não só viver em grupos, atitude que pode ser interpretada como apenas de defesa.
Nesta época, a necessidade da caverna e dos companheiros era imperiosa. Nada sabemos dela, salvo deduções encontradas a partir de desenhos entalhados em pedra, principalmente na caverna de Altamira, no norte da Espanha.
Parecem indicar a necessidade do alimento. Há animais caçados, mas hoje não podemos afirmar que sejam tão somente manifestações geradas pela necessidade da alimentação.
Ao que tudo indica, o homem começou a tomar conhecimento da vida em sociedade, respeitando uns aos outros, quando começou a enterrar seus próximos, numa atitude de respeito e talvez baseada numa forte espiritualidade gerada pelo medo. Se um trovão, antecedido por forte descarga elétrica ainda desperta temor no homem do século XXI, é fácil imaginar o que acontecia com os primitivos. O temor sempre foi o responsável pela busca humana em proteção maior. Diminuído da sua força e compreensão, até hoje, busca no externo aquilo que está dentro de si mesmo.
Os mortos, como dizem as pesquisas arqueológicas, eram deixados em local afastado. Com o tempo, segundo a mesma ciência, começam a aparecer ossadas que demonstram ter havido enterro do corpo.
Foi o início da sociabilização do homem. Retroceder no tempo é difícil. Ao que tudo indica, o direito é posterior ao sepultamento dos nossos ancestrais. Seria naturalmente todo ele consuetudinário, comum na ideia de um povo, que sabe distinguir entre certo e errado. A organização da sociedade, desta forma, já estaria sendo feita e praticada.
Com toda a falta de respeito que existe entre uns e outros, atualmente, não se pode negar que esta qualidade tenha diminuído muito.
Mas perfeição não existe. Continuaremos com nossas mazelas, queiram ou não os ‘civilizados’.

9 comentários:

Caio Martins disse...

Pois é, caro Jorge Sader... De fato, não mudou nada não, só a quantidade. Abração.

Espelho disse...

ye-sPois é, nada mudou ou nada muda, por nossas vontades e desejos de apenas enxergarmos o que está na frente dos olhos ou, de vivermos acomodados com tudo que nos rodeia, mesmo sendo ruim ou bom... Nada queremos de verdadeiro, apenas vivemos o que já está... O ruim, porque o bom, nem ousamos buscar...
Beijo

Mari Amorim disse...

Olá Jorge,
Textos sempre bem escritos,e reflexivos..Bom Carnaval!
Um abraço
Mari

Lucrécia Fala disse...

JORGE: Excelente texto. Ficou bem demonstrado que o homem das cavernas e da atualidade ainda temem e respeitam. abs. sandra

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Olá, Jorge.
É como você dá a entender no último parágrafo: ainda não estamos socializados, no sentido estrito e abrangente do termo. Pena, não é mesmo? Excelente texto. Abraços e bom carnaval.

marcia disse...

Ótimo texto jorge ....Acredito que um dia chegaremos lá...bjus

Rita Lavoyer disse...

É um texto cujos parágrafos me remetem a um debate,que gerarão outros. Em se tratando de sociabilização acho tudo mais ou menos bonito, mesmo porque se as células fossem perfeitas/ imortais nós não seríamos doentes, seríamos eternos. Se um organismo é capaz de ser mutante, porque um grupo social não pode? aliás acho que deve. E para que aconteçam transformações o certo pensa o outro errado e vice-versa. É por isso que muda. Nunca li em nenhum livro de história que revoluções foram alcançadas através de carinhos, abraços e beijos.
Valor ao respeito nós aprendemos,
muitas vezes, com o silêncio. Hoje, todos queremo falar ao mesmo tempo.
Estou começando a aprender isso.

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Um texto para reflexão. Buscar no passado a compreensão do presente. Abrs. Mardilê

Lourença Lou disse...

Perfeito. E atual como se tivesse sido escrito agora!