quinta-feira, 8 de março de 2012

O segundo livro













O segundo livro

Não me passava pela cabeça que um dia escrevesse um livro.
Sempre escrevi, desde o curso secundário. Tinha extrema facilidade em redigir, e a parte mais importante das provas era exatamente esta. Garantia o meu 5 na redação e o resto saia procurando em questões que conhecia, nas provas de português. Catava questões que sabia, de análise sintática ou literatura.
Quando fiz vestibular para o curso de Direito, a primeira prova, eliminatória, era sobre nossa língua natal. Quem não conseguisse 5 pontos, estava eliminado. Usei o mesmo expediente. Redação com todo o meu empenho e em seguida buscar o que sabia responder melhor. Um sucesso! A nota final foi oito (8). Aprovado com facilidade.
As provas seguintes foram de latim e francês. Menos de quatro pontos, estava eliminado. Mas passei folgado.
Que tem a ver esta história com o título da crônica?
Tem tudo. Advogados que escrevem mal, não sendo bem diretos nas suas proposições, não têm futuro. Longo tempo passei no Tribunal do Júri, pelo qual até hoje sou apaixonado. Mas mesmo o orador de defesa deve dominar também a escrita.
O tempo passa, não existem casos criminais onde a defesa pode sair vitoriosa, são todos bandidos os que vão a julgamento. Passei a ser Procurador de Niterói exclusivamente.
Veio o primeiro romance. “A Regra do Jogo”, sem implicações mais sérias, mas não desprezando a trama. Dizem, e parece que é verdadeiro, que depois do primeiro romance virão outros textos. Foi o que aconteceu. Escrevi um segundo, que está em análise numa grande editora. É bom, mas não alimento ilusões. Provavelmente, com índice alto, será não, como é a praxe das editoras. São empresas, visam lucro, e não investem no incerto.
Tenho facilidade com outros gêneros de literatura. Assim é que mandei para o Projeto Lume, da Editora Protexto, meu original de “Contos e crônicas no Portal Literal”, site onde gosto de postar e que exige vinte votos dos escritores para ser publicado.
Recebi com alegria a notícia de que tinha sido aceito. Fui publicado no dia cinco deste mês de março. Talvez, eu não sei julgar direito, o ‘escritor’ tenha colocado o rosto de fora. Talvez, não sei julgar, se sou mais um escritor anônimo e sem futuro na literatura brasileira.
Cabe-me uma esperança. Se o original que foi enviado à grande editora for aprovado, certamente serei mais um, dentre muitos e muitos, escritor brasileiro.
Quem se interessar pelo segundo livro, passo o link. É http://www.protexto.com.br/livro.php?livro=411 . Não fez link. Melhor teclar em cima do livro, na coluna direita.

11 comentários:

Lucrécia Fala disse...

Oi Jorge! mais uma vez,parabéns!
Vou entrar no link para ver, estou
curioso.
Sorte!
abs. sandra

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Grande Jorge, grande conquista, grande mérito. Parabéns pelo segundo de uma longa série. Abraços.

Anderson Fabiano disse...

Jorjão, você bem sabe que mesmo amigos no plano meramente virtual, sou seu fã de carteirinha.

Conheço bem de perto essa excitação de produzir um livro (botar a cara na janela), pois passei por isso quando do lançamento do meu "primogênito" e hoje, tocando a minha querida Bárbara Editora, vejo (e revejo) esse olhar de esperança e, por vezes de incredulidade, no rosto de muitos de nossos autores, já que optamos por trabalhar com autores independentes.

Torço pelo seu sucesso, pois conheço seu texto e sei da força que ele traz consigo.

Vou checar o link e volto com "coments".

Parabéns, parceirinho!

Meu carinho,
Anderson Fabiano

Rita Lavoyer disse...

Parabéns meu mérito, Jorge!
Que venham outros.
Talento sabemos que você tem.

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Prabéns, Jorge, por mais este livro. Também tenho um livreto no prelo, meu terceiro, sobre os poemas que foram criados no início do séc. XXI. Em geral, são desconhecidos por escritores, poetas e professores. Sei que, como o segundo, não conseguirei vender. Mas é mais uma entativa. Se não der certo, talvez desista. Faço isso às minhas expensas. As editoras não apostam em poesia. E é só o que sei fazer razoavelmente. Abrs. Mardilê

Caio Martins disse...

Grande Jorge, parabéns por mais essa conquista. Foi dura batalha, até aqui, pelas madrugadas escaldantes ou geladas da vida. Muito sucesso, e que venham mais!

Petuninha disse...

Olá, Jorge!
Alegro-me muito com a boa notícia, do segundo livro! Mesmo porquê é uma edição merecida, pelo que li de suas cronicas e contos, anteriormente.

O estilo e os conteúdos de seus escritos são leves e agradáveis de serem lidos.

Lerei seus livros com muito prazer.

Parabéns! Sucesso! Que venham vários outros. Questão de merecimento!

Beijos da Petuninha.

Márcia Sanchez Luz disse...

Jorge, meus parabéns! Você merece mais esta (e muitas outras) publicações, que com certeza virão em breve. Fico feliz demais e torço muito por seu sucesso, viu?

Beijos

Márcia

lino disse...

Venham mais!
Abraço

cristinasiqueira disse...

Oi Jorge,

Fico feliz com as suas conquistas.Sabemos do suor
e das incertezas dos caminhos.Sua história,e seu estilo
te dizem ESCRITOR e agora teus livros,a te fazer no mundo.Vou entrar no link.
Vou retornar aos poucos ,breve darei notícias de novas postagens.Dei um tempo para me convencer de mim de novo.

Sucesso!

Beijos,


Cris

Espelho disse...

Salve, grande escritor brasileiro! Se editora eu tivesse vc seria o meu escritor preferido, pois fala mansinho, cadenciado, orquestrado, agressivo, corajoso, audaz, ritmado,e sabedor das regras... Quer mais? Portanto, teremos muitos livros de autoria de Jorge Sader Filho, porque escreve como ninguém! Não esqueça de seus poemas...
Tudo de lindo para vc, amigo!