domingo, 31 de março de 2013

Luz



                                     

           Aurora que desponta no horizonte
           trazendo tanta luz qual fosse fonte
           de amor, compreensão, cândida harmonia
           removendo das gentes a agonia.

           Vai para longe a treva da malvada
           ira, que faz terrível enxurrada
           e tanto leva abaixo,  destruindo
           sonhos, ilusões, tudo o mais bem-vindo.

           Mas brilha o Sol, a Terra se ilumina
           — brumas cinzentas que antes envolviam
           somem,  a escuridão por fim termina.

           Cantam todos, é grande esta alegria
           despertando do sono que dormiam...
           A velha e escura noite fez-se dia!


Imagem:  Marinha, o/s/t, Castagneto

13 comentários:

Célia Rangel disse...

... que os sonhos e as ilusões... não sejam destruídos... ainda que pascais! Que sejam sempre bem-vindos e realizáveis! É o que lhe desejo.
Abraço, Célia.

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Para quem não saber fazer poemas, este está simplesmente ótimo. Parabéns, Amigo. Teu soneto nada deixa a desejar, nem na forma, nem no conteúdo. Abrs Mardilê

petuninha disse...

Parabéns pelo belo soneto.
Conteúdo que exorta á Paz e ao Bem!
Beijos.

Rita Lavoyer disse...

Os sonetos, todos, eu os leio de joelhos em respeito ao seu criador. É uma composição que eu considero extremamente difícil porque a inspiração tem que vir regada de regra. Só sendo um deus para conseguir isso. Tem todo o meu respeito, respeitável mestre!

Marco Bastos disse...

Que cesse a alternância noite/dia, claro/escuro, para que essa alegria que antevês, de fato, predomine. Felizes aqueles que alimentam essa esperança, mesmo que saibam haver algumas alvoradas imersas em brumas. Há poucos dias comentando texto teu, eu dizia que o Jorge-poeta deu preferência a escrever prosa, mas que tinha tudo do poeta. E aí está um soneto muito bem construído e inspirado, em forma e conteúdo. Parabéns, prezado amigo Jorge. abraços.

Marco Bastos disse...

A poesia não habita a forma. A poesia habita o homem.

Rosana disse...

Ah, poeta!!! Que lindo! Mais uma vez, a escuridão acaba e a luz surge...Obrigada, Jorge. Foi lindo ler você!

Maria Beatriz Silva (Flor de Esperança) disse...

Parabéns Jorge!
Primoroso e reflexivo soneto
Abraços
Beatriz

Carmem Velloso disse...

Jorge afirma sempre que não posta poesias. Medo de errar? Ou mesmo de não agradar? Não sei dizer.
Mas sei que o soneto "Luz", além de sensível, está perfeito na forma, o que não é nada fácil.
Bjs. Carmem

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Grande Jorge, também sonetista. Muito bom! Abraços.

Ana Bailune disse...

Bom dia, Jorge! Ainda bem... belíssimo soneto!

marcia disse...

A poesia está sempre presente em você..bjus

Tais Luso disse...

Dando uma lida em vários de seus textos, sobre política, vim parar aqui nessa maravilha!
Parabéns por seus poemas: fortes e que emocionam. Muita sensibilidade.

Abraços, Jorge.