segunda-feira, 7 de abril de 2014

A Polícia Federal


                   

            Desde sua criação filiada e subordinada ao ministério da Justiça, a policia federal tem os seus braços e pernas presos.
            Fica obrigada a obedecer ordens de ministros e presidente da República, quando sua função não é esta.  Cabe à PF a vigilância das fronteiras, das entradas e saídas do país, dos crimes internacionais e uma série de outros que ficaria cansativo continuar.  Ou seja, sua função está acima das organizações policiais comuns.
cusam e abusam da capacidade da polícia federal para fins políticos. Um absurdo, como qualquer cidadão pode notar.  Os membros daquele órgão não se sentem à vontade com esta situação, e procuram agir por conta própria, mas a atitude pode ser considerada até mesmo irregular.
            A solução é simples.  Ela deve ser desvinculada definitivamente do ministério da Justiça, e desta forma livra-se das tarefas políticas que é obrigada a fazer.  Seria um departamento autônomo, prestando satisfação somente à presidência da República, mas sem receber ordens.
            Sem mudança na sua competência para apurar determinados tipos de crimes, passaria a ser chefiada por um delegado de carreira, cujo nome seria indicado, por eleição de todos os seus participantes, com mais de cinco anos de cargo como delegado federal.  A nomeação do eleito, feita pelo chefe do Executivo, não obriga o indicado ser ouvido por nenhum órgão do poder Legislativo.
            Os contrários a esta ideia vão dizer que está sendo criado um órgão independente dentro da República, que a ninguém obedece salvo ao seu chefe.  De modo algum.  Verificada qualquer ação que passe dos limites investigatórios, violência ou qualquer irregularidade, a Procuradoria-Geral da Justiça ficaria obrigada a apurar o caso.
            Seria o fim do uso indevido do DPF, hoje ainda obrigado a respeitar os humores de presidentes e ministros.

Publicado no Pravda de 07/04/2014  http://port.pravda.ru/news/russa/07-04-2014/36565-policia_federal-0/   

11 comentários:

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Tá mais do que certo, Jorge. A PF teria muito mais o que fazer, do que ficar à mercê "dilma" ou de outra pessoa... Abraços.

Marineide Dan Ribeiro disse...

Existem muitos "ses" e "poréns"...Mas neste governo desgovernado a lógica passou batida...Até quando o povo vai aguentar não sabemos...É só aguardar!

Efigênia Coutinho disse...

Jorge, você está certo, contudo estamos no Brasil, e aqui nada muda para melhor, somente piora o que já tem, e nem funciona como deveria!
Vivemos num país da "utopia"
Abraços,
Efigenia Coutinho

Rita Lavoyer disse...

Pronto! Mais essa! Só faltava o povo ter que defender a Polícia Federal das garras do governo. É mole??

Célia Rangel disse...

Sou bem cética a toda essa governabilidade... Proteção máxima para uma minoria e total abandono para os demais - nós!
Abraço.

Mardilê Friedrich Fabre disse...

É isso aí, mas no Brasil tudo vira política. É um absurdo, mas verdadeiro. Abrs.

Caio Martins disse...

Sábias palavras, Jorge Sader. O DPF, devido sua importância, abrangência e envergadura, não pode ser resumido a mero coice de mula ou batepau governamentais.
Todavia, não pode ser ente absolutamente autônomo, sob risco de conformar-se em um Estado dentro do Estado, o que o transformaria em "milícia".
É tema árduo. Mude-se o sistema de nomeações político-partidárias para o Ministério da Justiça substituindo-o pelo de mérito, e mudar-se-á o escopo do próprio DPF em consequência.

Carmem Velloso disse...

Claro que deve ser como você sugeriu, Jorge. A polícia federal não pode estar sujeita aos faniquitos de Dilma, por exemplo.
Bjs.
Carmem

ॐ Shirley ॐ disse...

È triste e vergonhoso como tudo aqui, é manipulado, comprado e sujo. Ainda bem que existem pessoas, como você agora, que botam a boca no trombone.
Abraços, Jorge!

Eduarda Krass disse...

Polícia recebendo ordens de que poderia estar preso...
Tem muita graça.

Beijos.
Eduarda

Anderson Fabiano disse...

Jorjão,

A razão é tão plena em suas letras que só me resta assinar em baixo. Onde mesmo, hein?
Meu carinho,
Anderson Fabiano