terça-feira, 24 de julho de 2012

Descascando bananas



Descascando bananas

Estamos atravessando uma fase indigesta de tanto comer bananas diariamente.

Abro o jornal da manhã, o senhor fulano de tal, safado de maior grandeza, está anunciando seus projetos megalômanos. Dinheiro fácil, produto de operações, no início de carreira, bastante suspeitas. Hoje não são mais suspeitas, são safadas mesmo.

A mulher fruta da vez, exibindo seus talentos nas areias do Rio de Janeiro, claro, em outro estado e cidade não dá audiência. E a imprensa vai fundo, investe na gorducha em processo de obesidade.

No Congresso Nacional, para variar, outro escândalo. Começa a aparecer também por lá a exibida pornográfica. A imprensa, mais uma vez, abre página. Gosta de fazer alarde para o que não tem importância, a mediocridade está acima de tudo.

Há alguns anos, não havia tanta proliferação de tolices e infantilidades. A sociedade atual, não só aqui, óbvio, mostra claramente um declínio nos costumes e nas regras de conduta compatível com os semelhantes, que continuam descascando bananas. Vai mal... Talvez a solução seja a sugerida por Vandré: “vou guardar minha viola, vou cantar noutro lugar”. Mas qual lugar, Geraldo?

Deve ser a tal Pasárgada.

16 comentários:

Célia Rangel disse...

Jorge! Talvez, o Geraldo... Vandré, bem entendido, pois o outro, alimenta-se das "bananas"... lhe dissesse: "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer"... e o destino fosse "Bananeiras"... com passagem somente de ida!
[ ] Célia.

Gisa disse...

Dissestes tudo! O vulgar tomou conta e os valores inverteram para pior.
Um grande bj

Caio Martins disse...

Jorge, vai a receita do Manuel Bandeira:

"Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei..."

Cumpadi, firma na cangaia que a coisa tá feia...

Mardilê Friedrich Fabre disse...

É, também estou cansada da mídia que só publica o que não presta do Brasil. E as coisas boas, estas são relegadas a um terceiro plano. Não interessa não dá IBOPE. Abrs. Mardilê

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Me sinto um "goiaba". Disse tudo, Jorge! Abraços.

petuninha disse...

Vemos por toda a parte a decadência de uma cultura. Quem puder que salve a si e aos seus.

Quanto à política suja e a mídia, os culpados são os que assistem e apoiam,
gostam e não reagem.

Isto tudo tem consequências...

Bjs Petuninha

Marco Bastos disse...

Vai mal, sim, Jorge, e a marolinha já está mostrando os seus "caixotes". Sob as Copas das amoreiras, observo que a gordinha curte o esporte Olímpico - dissipação de energia, pão e circo sem medo dos cachalotes.
Meu amigo, no mundo a mediocridade e o cinismo imperam e já não sei se há um Shangri-lá para as elites que tanto se omitiram, dando espaço.
Como sempre, ótima crônica. abrçs.

Rita Lavoyer disse...

Recorro-me ao mestre das "Bananas Podres" Ferreira Gullar:

"...e que ali amontoadas num alguidar
fermentavam
exalando no ar o doce odor
de bananas morrendo
o que efetivamente ocorreu
na cidade de São Luís do Maranhão
ao norte do Brasil
por volta de 1940…

E foda-se."""


Tudo isso e mais alguma coisa lá pro ínício do poema de Ferreira Gullar - Bananas Podres

lino disse...

A mexeriquice é que está a dar em todo o mundo, na era do digital!
Abraço

Maria Luzia Fronteira disse...

Tá interessante my friend o que escreveu, em todo o lado isso acontece, são os jornais, as revistas, a tv, e são as pessoas que nos circundam contando coisas do género...e tudo isso é "dom" e /ou "talento", enquanto não há mais nada para a mídia anunciar e cativar o público...o que lhes importa são as audiências...
Abraços
Grata pela partilha.
Manuela

marcia disse...

Jorge,Escreveu o que todos precisam ler..Quanto a ir para Pasárgada..Sei não!!..
Bjus

IDERVAL TENÓRIO disse...

Professor Jorge, quando a memória é curta e o clientelismo é a regra,cabe aos instruídos fazer de tudo para recuperar os estruídos.

Neste caso ,dois instruídos com doutorado e tudo, compactuados , tutelados e provavelmente comandados pelo ex-presidente que continua mandando .Que de tudo fez e tudo faz para perpetuar uma ação de governo e não de Estado.

O país não pode deixar uma única corrente se perpetuar no poder, agora as outras opções são de deixar o cidadão pasmo. Em São Paulo eu acredito que dará Serra, aqui na Bahia a Prefeitura será do PT uma vez que os demais são de péssima qualidade.

Jamais imaginaríamos uma composição tão esdrúxula .Neste momento com todo o respeito ao Ulisses Guimarães e ao Mário Covas pergunto: O que estão pensando? Pergunto meio desconfiado , é se existe algo após a morte. Pairam controvérsias.

É o fim do mundo? Não meu mestre, não é o fim do mundo: São coisas da política.Ética, nem o cheiro.

Malu Monte disse...

Pois é... O jeito é aceitarmos a sugestão do poeta e comprarmos a nossa passagem de ida sem volta.
Jorge, meu querido, tudo isso seria cômico se não fosse trágico!...

EstherRogessi disse...

Olá, Jorge...Bom dia e muita paz!
Quantas bananas; quantas cascas jogadas, para irmos ao chão. Aonde irmos de forma segura...? Penso que a melhor solução está em permanecermos firmes onde estamos: "Estruturando Vidas Através das letras," afinal, temos uma arma poderosa - Letras!
Parabéns pela postagem.

Um grande abraço

Anderson Fabiano disse...

Jorjão, véio de guerra, a coisa tá feia, mermão!

Mesmo lembrando de uma máxima dos tempos de jornalismo:"Cachorro morder homem não é notícia. Notícia é homem morder cachorro", sempre me surpreendo diante de certas "notícias".

Será que não tem mesmo nada mais interessante pra se noticiar? Será que só sobrou a podridão? Ou pior, será que isso tudo não passa de uma cortina de fumaça pra encobrir algo ainda pior?

Pasárgada? Sei não... vou dar uma olhadinha nos jornais de lá antes de comprar minha passagem.

Meu carinho,

Anderson Fabiano

Jota Effe Esse disse...

Em Pasárgada não tem bananas, tem siri patola. Meu abraço.