quinta-feira, 4 de julho de 2013

Governo ilegítimo

          

         As manifestações populares recentes, contra os descalabros brasileiros que vêm ocorrendo no executivo e legislativo, estão reiteradamente dizendo não a estes dois poderes.  Este último ainda possui certa reserva moral, enquanto o executivo não possui nada.
         De nada mais adianta a presidente da República insistir em reformas, referendos, plebiscitos e outras saídas para uma crise que disse basta.  Quando o Palácio da Alvorada foi cercado pelos manifestantes em Brasília, sem tumulto ou violência, o povo mostrou a sua força, que a presidente insiste em negar.  Se não invadiu o prédio, não foi por medo da guarda feita pela Polícia do Exército.  Todos sabem que ela não atiraria, e o sistema de defesa eficaz, diante de multidão como se viu, seria uma coluna de blindados, nunca um pequeno número de soldados.  Ou seja, Dilma ainda ocupa o cargo por teimosia e audácia descabida.  Não tem mais legitimidade alguma para conduzir a nação, o povo mandou o recado, foi vitorioso e ainda vai voltar às ruas, desta vez não podemos imaginar se pacificamente como das outras.
         Não estou falando em desordem, baderna, saques ou atos de vandalismo que comprometam um movimento legítimo.  Estou chamando a atenção para uma intolerância popular que as ainda autoridades fazem questão de desconhecer.  Podem pagar caro.  Ninguém até hoje soube prever os atos que a multidão pode tomar.  A intenção continua pacífica, felizmente, mas pode mudar repentinamente.  Não é nenhuma novidade; todos os conhecedores sabem do perigo que vai na alma de uma grande concentração de pessoas.
         Seria razoável que as autoridades mandantes se reunissem e marcassem eleição para breve, no máximo dois meses.  Pode parecer disparate.  Não é.  A atual situação é muito delicada e pode dar início a conflitos que o povo não deseja.
         Pergunta-se: e quem tomaria conta do país neste intervalo de tempo? Simples.  O legislativo ainda tem nomes de respeito.  O povo, por aclamação, elegeria um deles, ou mesmo junta que dela participasse um membro do judiciário.  O poder estaria legitimamente representado, e aguardaria novas eleições.
         Parlamentarista por convicção, seria adotado este sistema de governo, repudiando o nefasto presidente da República, inexistente no mundo de hoje, exceto nos Estados Unidos, onde quem manda verdadeiramente é o congresso.  Todos os países europeus são parlamentaristas, muitos com a figura do presidente da República, uma figura decorativa e totalmente dispensável.
         Talvez seja a saída mais viável, no momento.  Quem tiver ideia melhor que a apresente.  O povo agradece.
 

12 comentários:

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Jorge, você é meu porta-voz. Apoiado!!

Célia Rangel disse...

Jorge,
Conjecturo por aqui... como plebiscito em um país de analfabetos sistêmicos e funcionais? O plebiscito já foi feito! O povo nas ruas, disse com todas as letras! Já deu um BASTA! Agora, os deficientes são nossos governantes, como sempre, que não querem saber de nada, não querem ouvir nada... e aparecem com tais mazelas de plebiscito ou referendo! Nada mais que desviar a atenção e controlar a fleugma dos brasileiros! Essa máquina pesada ministerial, por exemplo, não poderia ser subtraída? Precisamos de 'uma corja' (36 ou 39) dessas mamando nas tetas que nós provemos, com nossos impostos, para 'nos governar?' Há tempos que caminhamos pelas nossas pernas, pensamentos e ações. É revoltante acompanharmos a mídia no Congresso e no Senado! Como educadora, toda vez que tínhamos graves problemas e, fazíamos reuniões... era simplesmente para não resolvermos nada! Quando arregaçávamos as mangas e íamos junto aos alunos, às famílias e demais educadores, encontrávamos soluções plausíveis. Muito recente na telinha da TV - o EGITO! Vide e Conscientize-se!
Abraço, Célia.

Tais Luso disse...

Embora muitos estejam sorrindo, e mostrem um sorriso meio despreocupado, dá pra ver que sentiram o 'cutuco'...
Parlamentarismo, apoiado!

Abraços, jorge.

Caio Martins disse...

Endosso, meu caro amigo... fizeram a aposta errada, novamente. Este (des)governo, de fato, é uma mula sem cabeça. Abusou... Se tolerância tem limites, quando o pinico explode as consequências são ilimitadas.
Grave é o fato de não haver líderes, no país. Só postes e paus mandados... e mulas sem cabeça... Forte abraço!

Maria Coelho disse...

A falta de representação de governo acarretará com certeza outros manifestos. Paralamento! Não sei se mudaria muita coisa com este congresso [políticos], Cortás?! Abraço

Rita Lavoyer disse...

Quer saber:Não acredito em lado nenhum. Com os políticos que o brasil tem nenhum sistema me agrada. Infelizmente é essa situação que estamos vivendo. Enquanto a política brasileira estiver lotada com políticos podres no plebiscito vai ter suborno, cabresto, sinto muito... por todos nós!

Marco Bastos disse...

Prezado Jorge. O País não pode ser governado pelo ignorante, pelo oportunista, pelo corrupto e pelo desonesto. As vozes mais conscientes já se fizeram ouvir nas ruas. abraço.

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Finalmente o povo saiu da letargia em que se encontrava. Foi protestar nas ruas, e de novo os jovens são os protagonistas. Isso é bom. Apenas não me agrada a desordem e a destruição, mas é muito difícil na multidão não haver pessoas que se aproveitam do anonimato para destruir. Apenas resta saber se os governantes compreendem o que acontece e vão tomar alguma atitude sobre as reivindicações. Abrs Mardilê

Maria Carmem Velloso disse...

Dizem que a Dilma é arrogante e prepotente. Está na cara e nos atos. Mas ela é burra, bem limitada. Eu acho, Jorge.
Beijo. Carmem

Anderson Fabiano disse...

Atrevo-me, nessa hora, chamá-lo companheiro. Não cumpanhero, mas companheiro com som de camarada. Como nos velhos tempos.

Poucas vezes nesse país ouviu-se um BASTA tão bem pronunciado.

Não tenho registros (na frágil memória) de manifestações com as proporções dessas que o país vem assistindo, sem que houvesse um partido político, um sindicato ou um órgão de classe por detrás.

Se alguma vez na história desse nosso amado Brasil alguém quis falar em movimento popular é porque não sabia (ainda) que o povo poderia ir às ruas com a força demonstrada agora.

FORA DILMA! FORA PT! FORA CORPORATIVISMO! FORA PARTIDOS VICIADOS! O BRASIL TEM PRESSA!

Meu carinho,

Anderson Fabiano

marciagrega disse...

Esperar bom senso dessa gente é um sonho utópico. A eles só interessa o poder e nada mais...
Agora não tem mais volta. O povo acordou...falta coragem para continuar a luta, mas acho que um dia conseguiremos. Não vai demorar muito!
Um excelente fim de semana!

Bjussssssssss

petuninha disse...

Jorge!
Muito boa esta tua crónica!
Orgulho-me ao constatar que a consciência do povo brasileiro acorda num momento de grande crise!
Penso que as passeatas devam continuar, o povo já mostrou que está disposto a ver corrigidos tantos desmandos e tanta desonestidade.
A TV Senado, TV Câmara estão mostrando votação de projetos que estão engavetados há mais de dez anos.
Os políticos envolvidos na máfia do PT estão muito assustados, mas continuam "tecendo" planos para não perder o poder.
Eu gostaria de saber como vai ficar este embróglio!
Beijos