segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Livro digital

        
            Com o aparecimento dos novos livros digitais, que podem ser lidos em aparelhos, todos se perguntam qual o futuro do livro físico.
            O livro digital veio para ficar em definitivo.  Quando usado no instrumento compatível, depois de certo tempo ele mostra mesmo aos mais admiradores do charmoso e elegante objeto de papel, gostoso de ser folheado, que em vários pontos supera o tradicional.  Os mais importantes são a grande quantidade de livros que pode ser armazenada num aparelho eletrônico, a falta de necessidade da limpeza dos mesmos, a durabilidade e o afastamento de ser destruído pelo cupim.
            Tratar de uma biblioteca é trabalho meticuloso.  Não basta o espanador ou aspirador de pó, é preciso estar atento aos ataques de umidade, claridade excessiva, fungos e estragos definitivos, como o já mencionado cupim e o traiçoeiro fogo.
            É claro que o livro físico não vai acabar nunca, mas ficará restrito às bibliotecas públicas, as de universidades, escolas e centros de ensino.  Os livros e principalmente documentos escritos a mão ainda circulam em bibliotecas e cartórios.  O manuscrito não acabou, nem vai acabar.  É tradição do homem, como os frutos da invenção de Gutenberg.
            Nenhuma grande editora atual dispensa o seu e-livro, ou e-book, a mesma coisa.  Livro eletrônico, digital.  Ele não esgota; qualquer autor famoso é encontrado neste formato, é muito barato e fácil de ser lido.  Os melhores aparelhos não têm tela luminosa, que acaba por incomodar a visão do leitor.  Cansou do romance?  Abra o de poesia, é imediato.
            O melhor mesmo é a escolha e compra.  Pelo computador a operação é rápida.  Basta pagar com o cartão bancário e aguardar a quase instantânea liberação. Após, baixar no aparelho a ser usado.  Verdadeira biblioteca, das grandes, num instrumento de pequena dimensão.  
            Coisas atuais, inteligentes e práticas.  As árvores agradecem.  Não é preciso falar muito: para uso e segurança, todas as bibliotecas importantes do mundo digitalizaram seus livros.

16 comentários:

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Prós e contras à parte, o fato é que o e-book chegou mesmo pra ficar. Que tiremos o melhor proveito! Abraços, Jorge.

Maria Carmem Velloso disse...

E você, mais do que depressa, logo que a Amazon abriu suas portas aqui, publicou "A Regra do Jogo" e "Lamparina de Oratório Velho".
Boa postagem, Jorge. Esclarece.
Bjs. Carmem

Efigênia Coutinho disse...

A quase 20 anos passados, eu morava em Florianópolis, e nos últimos 10 anos dos 22 que passei lá, num belo recanto da Ilha, chamado Ratones, dando acesso pela mata para a Lagoa da Conceição. E um dia vindo para casa com meu filho, passando pela entrada deste lugar, disse ao filho, impressionante, aqui pobre é o que mais tem TV Sky ! Ele disse, mãe daqui alguns anos ninguém vai sair de casa para pagar nada na rua, todo mundo vai ter acesso a Internet, e não vai mais existir papel (conta) para pagar em banco! Então creio que estamos vivenciando esses momentos da tecnologia moderna, sem papel...
Abraços,
Efigenia

Vera Fracaroli disse...

É Jorge a tecnologia avançada veio realmente pra ficar...

Desejo muito sucesso e realizações, mais e mais...

Parabéns por sua capacidade e desenvoltura.

Um abraço forte!

cristinasiqueira disse...

Oi Jorge,meu querido

Gosto da leitura digital mas a intimidade com o papel me traz um prazer diria que romântico,sensual...coisa de pele eu e os livros.Mas a evolução também me satisfaz principalmente na economia de bagagem,o acesso rápido e a fartura de tudo...tudo...tudo como se eu pudesse abrir todas as estantes do mundo.Obrigada querido escritor,seus posts sempre acrescentam.
beijos

Célia Rangel disse...

Realmente... não dá para contestar. A tecnologia faz parte de nossa vida. Portanto, atualização só nos fará muito bem!
Abraço.

Tais Luso disse...

É verdade, a luta constante para cuidar de uma biblioteca contra os cupins, umidade e outras pragas é desgastante. Mas acho que toda a tecnologia é bem-vinda, resta a adaptação e não a desaprovação. É bom ter as duas, por que não?
Uma é belíssima e encanta; a outra é prática - embora não faça muito minha cabeça. Mas nada contra.

Abraços!

Caio Martins disse...

Meu amigo Jorge, chegaremos talvez ao ponto de "leitura ciber-eletrônica virtual", sem necessidade de tela ou outras parafernálias. Há quem goste, posto que nestes tempos modernosos até sexo alguns façam via wifi.
Não sei, não... nada como tocar, cheirar; enfim, meter a mão na massa... Forte abraço!

marcia disse...

Jorge,gosto de virar páginas,sentir o cheiro do papel..Revirar sebos atrás
de preciosidades...Tenho livros encadernados por meu avô da revista Leitura Para Todos de 1910 enfocando moda,ciência,descobertas que na época eram incríveis...Bjus

Márcia Sanchez Luz disse...

Jorge, não há tecnologia que supere o prazer de tocar um livro, folhear suas páginas e sentir seu cheiro. Por outro lado, como eu sempre digo, é de fundamental importância a democratizaçao da leitura, o que se torna mais viável com a chegada dos livros virtuais.

Beijos

Márcia

Marco Bastos disse...

Prezado Jorge. Livro é bom, seja impresso ou na telinha.
abrçs.

petuninha disse...

Olá, Jorge!
Penso que as pessoas que assim como eu e vc., que passamos uma vida inteira folheando livros, páginas e letras, com tanto carinho, não seja tão fácil a adaptação.
Mesmo assim, a tecnologia moderna tem as suas vantagens e será preciso nos esforçarmos para usá-la e tirar proveito da mesma pela praticidade que nos oferece.
Muito boas as colocações de seu texto.
Abraço.

Mardilê Friedrich Fabre disse...

É o e-livro veio para ficar. Abrs. Mardilê

Celso Panza disse...

Fala vêio Jorge, rodando cheguei aqui, e me lembrei de um email que enviei para Ana Bailune, sua amiga, sobre o mesmo tema, transcrevo abaixo:
"Não me recuso a recepcionar nada que traga educação, informação para este Brasil tão espancado pela desinformação. Toda leitura será celebrada, assim creio. Mas as grandes bibliotecas do mundo, preservadas e maravilhosas, acham um pouco de graça das modernidades. São templos da história que nenhuma virtualidade há de guardar. Ver uma das poucas bíblias de Gutemberb, pergaminhos da idade média ou os livros dos "scriptor", ou os tesouros em desenho grafados com letras artísticas com margens em arabescos de ouro filigranados. Como se surpreender com bíblia dada por sua mãe e com a oração em seu interior, ou o livro a mim dedicado por meu pai, em recado espiritual de outros espaços, coincidências ou não. Livros virtuais nunca terão essa magia. Entendo com o notável e festejado Umberto Eco, um dos mais vendidos escritores do mundo, que o computador e seu armazenamento de livros virtuais, se presta com grande utilidade para o transporte sem necessidade de carregar volumes.E só. Abraço. Celso Panza

Zilani Célia disse...

OI JORGE!
TEMOS QUE NOS ABRIR AO NOVO, E OS E-BOOK, VÃO FICAR.
MUITO BOM TEU POST.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Anderson Fabiano disse...

Jorjão,

Uma confissão entre amigos: como autor estou adorando a novidade. Como editor estou totalmente perdido. Pelo que vi até agora não encontrei o caminho das pedras. Caso conheça Pedro, peça a ele pra me dar uma luz. (risos)

Meu carinho,
Anderson Fabiano