segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Casarão

                                   
      Depois de dois anos, retorno a publicar um romance, este curto, num total aproximado de noventa páginas.
      Agrada-me a modalidade dos “shorts”.  Não se tem tempo para ficar divagando ou escrevendo demais; é necessária concisão rigorosa, poder de síntese.  O pecado de muitos romances que ficaram pelo meio do caminho talvez tenha sido este.  Longos demais.
      “Casarão” é obra cuidadosa, esta sim com objetivos para reflexão e crítica do autor sobre o comportamento humano passado e atual.  Por abordar o dualismo, em várias facetas, obriga ao leitor uma participação ativa, participação própria, não induzida ou insinuada.  Ou se toma uma posição diante do que está lendo, seja ela qual for, pró ou contra a narrativa, ou não terei alcançado meu objetivo.
      Que ninguém pense se tratar de obra para “intelectuais”.  Não é.  Dirige-se ao homem comum, que muitas vezes passa muito tempo da sua vida sem interrogações necessárias.  Igualmente, não é um existencialismo ‘sartriano’, ou de qualquer outra corrente de pensamento.  Mesmo um adolescente pode compreendê-lo com facilidade.
      E para um autor, já falei muito.
 

14 comentários:

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Que bacana, Jorge! Sucesso ao novo rebento.

Célia Rangel disse...

Com sua marca registrada, Jorge, "Casarão" já se demonstra vitorioso! Sucesso!
Abraço.

Caio Martins disse...

Meu caro amigo, fico muito feliz com suas conquistas! "Casarão" é obra de raízes sólidas, profundas e fala de tempos nos quais, até para ser torto, o caboclo precisava ter coragem.
Parabéns, sei que terá muito sucesso. Forte abraço, me'rmão!

Carmem Velloso disse...

Fiz a revisão do primeiro texto, mas Jorge ampliou o original. O livro é de primeira qualidade, em linguagem e ideia central, bastante desenvolvida.
Beijo. Carmem

Eduarda Krass disse...

Jorge, já baixei no Kindle e estou quase na metade. Bom demais, vou acabar de ler hoje mesmo!
Depois eu releio.
Parabéns e grande abraço.
Eduarda

Celso Felício Panza disse...

Solicitei e recebi do Jorginho, amigo de sessenta anos, cópia via email do "CASARÃO". Não tenho meios de acessar, não havia como considerar. Reli, já conhecia desde 2011, impresso recebido em almoço que eventualmente ocorre. Me fugiu do domínio.

É um passeio em seu estilo detalhado de entornos, convivas, paixões, dramas, enfrentamentos, gastronomia e destilados. Nele o pêndulo da vida, o bem e o mal, caminham em séquito como do real seguimento humano, ao sabor de freios mal equilibrados, como inerente ao homem, entre sertões e rincões interiorizados onde a liderança do coronelismo era eixo de mando. Mas no epicentro da urdidura está a essência da qual o mais rude dos homens ao mais capacitado não pode fugir.
“— Um tipo estranho, senhor. Está vestido com uma espécie de túnica branca. Parece um peregrino e tem ótimo aspecto.
Não temos inteligência para perceber fatos que estão diante de nós. O homem é néscio por natureza. Salvam-se poucos, quase nada.”

Esse estranhamento bate na porta de todos, de onde viemos, para onde vamos? Não temos inteligência suficiente para perceber, muito menos para compreender.
Abraço Jorginho, e boa sorte com o CASARÃO.
Celso

Márcia Sanchez Luz disse...

Fico feliz demais com a novidade, Jorge! Será um sucesso, com certeza.

Beijos

Márcia

Tais Luso disse...

Sucesso, Jorge!! Maravilha.
Deixo aqui meus votos de um Natal de paz e alegria pra você junto aos seus.
Grande abraço! Até 2014.

Rita Lavoyer disse...

Desejo-lhe muito sucesso, Jorge! Você merece!

Maria Coelho disse...

Iniciei a leitura e tudo tem a precisão e concisão que descreve na resenha. Parabéns!

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Estou ansiosa para lê-lo. Ia comprá-lo, mas já que vem sem ônus, melhor. Abrs. Mardilê

Rob Novak disse...

Legal Jorge. Já adquiri o livro e irei lê-lo na sequência. Abraço e parabéns por este lançamento!

Célia Rangel disse...

Após a leitura do livro, CASARÃO, deixo meu comentário sobre o mesmo:
Um verdadeiro "Jogo Mental" -
Misto de história de uns tempos em que a singeleza e a educação primavam por conteúdo humano. Um romance filosófico, que tece comparações sociológicas do ontem e do hoje. Traça-se perfil do homem nativo, das origens de todos nós.
Narrativas tão bem encenadas que se sente cheiro e sabor em suas leituras.
Trazer o escritor Affonso Romano de Sant'Anna - a sensibilidade em pessoa - acrescentou peso fiel no paralelo da vida concreta, diária, com a abstrata e ilusionista da literatura.
O autor consegue terminar sua história, sem dar um fim legitimado ao CASARÃO, que, envolvido foi do poético - com toda sua poesia amorosa da vida - ao cotidiano de seus personagens, suas aventuras, sabores e dissabores.
Leitura marcante. Recomendo.
Abraço.

Anderson Fabiano disse...

...E se é para refletir, vamos ao texto!

Meu carinho,

Anderson Fabiano