domingo, 1 de fevereiro de 2015

Não se entende

               

            Certas coisas, certos fatos, são difíceis de serem entendidos.
            Todos sabem das investigações feitas pela Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público e sob jurisdição do juiz Sérgio Moro, no Paraná.  Os mais importantes empresários da construção civil encontram-se presos, acusados de participarem dum desvio de dinheiro de rara proporção, dito mesmo como o maior mundial.  Foi cometido contra a Petrobras, em sucessivos golpes praticados por diretores e funcionários do primeiro escalão daquela empresa, que se encontra seriamente abalada.
            Os nomes vão surgindo aos poucos, e políticos que ocupam cadeiras no Congresso Nacional, que hoje, primeiro de fevereiro de 2015, estão comprometidos.  A investigação prossegue e os culpados devem receber punição, pela seriedade com que a justiça está tratando dos fatos.  Segundo pode perceber-se com facilidade, os alvos finais são o ex-presidente Luiz Inácio e a atual, Dilma Rousseff.
            Ora, toda a imprensa norte-americana sabe e comenta o fato, em tom jocoso, da refinaria de Pasadena.  Na ocasião da sua compra pela Petrobras era um lixo que pouco servia, tamanho o estado deplorável que se encontrava. Os norte-americanos, conhecidos mundialmente como excelentes nos negócios, riram da compra de um respeitável ferro-velho que nunca funcionou e foi um alívio para os seus donos a venda do mesmo, belgas.
            Todo o processo de compra foi cuidadosamente disfarçado como negócio futuramente rentável, pagando a empresa brasileira a quantia de 1,18 bilhão de dólares, enquanto seu valor estimado pela própria Petrobras era de 190 milhões de dólares.  A brutal diferença, por si só, já demonstra irregularidade.  O conselho da empresa recomendou a compra.  A diretora era Dilma, e o presidente, Lula.
            Este fato já justifica a intervenção do Ministério Público Federal, para apurar se foi criminoso ou não, independente do processo no Paraná, como já foi dito, que trata de desvios monetários, não compra de refinaria que continua enferrujando.  Capitanias Hereditárias.  Quem se lembra delas, objeto de estudo da História do Brasil, acha que não houve diferença.  

            O país virou chacota na imprensa mundial.

13 comentários:

Célia Rangel disse...

Jorge!
Infelizmente, parabenizo-o por suas palavras... Seria bom que não fosse verdade. Realmente está impossível de assimilarmos os fatos, os atos, as contas de adição e subtração que, na realidade multiplicam-se em raciocínios nada matemáticos... E, ainda tentam subestimar nossa massa encefálica! Absurdo.
Abraço.

Celso FelícioPanza disse...

Jorginho, como sempre acudo com prazer o convite. Nada seria preciso dizer somando o que foi dito por você, mas costumo dizer que no tal "ferro velho comprado" existem dois lados como em uma questão judicial, quem compra e quem vende a "coisa", e o juiz decide sobre eventual conflito de interesses egresso do contrato. Nessa compra, o Conselho de Administração da Petrobras, segundo sua presidente à época, disse que se valeram e a própria presidente do parecer técnico, SUMÁRIO E INSUFICIENTE de Nestor Cerveró, diretor técnico e preso por envolvimento flagrante. Ora, se insuficiente o parecer,outro deveria ser agilizado por períto de confiança,como permite e impõe a lei em qualquer instância.Por quê?Odestinatário daprova é ojuiz em seu livre convencimento. É o que fazem juízes e tribunais, conselhos julgadores, administrativos ou não, se valem de técnicos idôneos nas áreas administrativas e judiciais, para ficarem suficientemente habilitados a decidirem. Por fim fica claro que houve ou culpa em sentido lato ou estrito. Em sentidi lato negligência, juulgou-se com base em parecer inidôneo,não consultou-se devidamente o contrato em suas cláusulas danosas, ou consultou-se com pouca vigilância, se é que consultou-se o ocontrato. Concorre culpa em sentido lato,negligência, ao menos. Se consultado o ocontrato, ponto de conflito, e admitida a compra vista a possibilidade do dano,em claras convenções prejudiciais, incide a culpa em sentido estrito,intencional. É isto meu caríssimo amigo, não há como exculpar nas gradações da culpa. Ela ocorreu. Abraço. Celso

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Não dá mais para qualificar como gente essa quadrilha petista. Estão abaixo da raça humana, são dejetos desprezíveis que nos envergonham cada vez mais. Abraços, Jorge.

Carmem Velloso disse...

Jorge, conheço o dr Celso Panza, autor no Recanto das Letras, onde já trocamos alguns comentários. Ele é Juiz de Direito, e pelo que escreve deduz-se facilmente que condenaria quem você citou. Eu faria a mesma coisa, se tivesse condições para isso.
Beijo. Carmem

ॐ Shirley ॐ disse...

Querido amigo, meu coração bateu mais forte ao ler esta frase "...e os culpados devem receber punição pela seriedade com que a justiça está tratando dos fatos". Tomara!!!
Jorge, beijo e abraço!

Rita Lavoyer disse...

Digo: Tomara que parem na cadeia.
Pra mim, pra nós, seria um tipo no pé.
Mantê-los na cadeia, em condição de gozo total, sendo mantidos pelo nosso trabalho, mais uma razão para rirem de nós.
ainda assim, prefiro pagar para vê-los na cadeia, e, claro, devolvendo o que roubaram.

marcia disse...

jorge,plagiando Boris Casoi:Isto é uma vergonha...bjus

Anderson Fabiano disse...

Jorge querido, vou confessar: perdi a fé! Não a fé nas coisas do Alto, mas a fé nas nossas instituições.
Disse eu lá atrás que o julgamento dos mensaleiros não ia dar em nada. E não deu. O Joaquizão saiu e os ministros petistas do STF ficaram jogando conversa fora e ocupando tempo nas TVs com um papo furado que dá nojo: recursos, desmembramentos de processos, blá, blá, blá e, na prática, tá todo mundo em casa. Na cadeia mesmo só os menores e os bois de piranha. O Lulinha eu-não-sabia, por exemplo, o líder óbvio da camarilha está solto Então, esse julgamento não deu em nada.
Me lembro de um grande professor de Direito lá nos meus tempos de bancos da Candido que dizia: Mais importante que a letra da lei é a entrelinha da lei. Sábio mestre!
Vou profetizar: O petrolão não vai dar em nada! Nem Lula, Nem Dilmiota, nem ninguém de peso vai pra cadeia. E se alguém for, sai assim que o forno da pizzaria esfriar.
NOJO!

Meu carinho,
Anderson Fabiano

Aida Pietzarka disse...

Jorge, isso tudo faz parte de um plano de poder arquitetado por esse grupo desde a ditadura de 64. Foram planejando nos mínimos detalhes, infiltrando os "seus" em todas as escalas dos 3 poderes até a tomada total do poder. Hoje estão blindados, ninguém os acusa pois estão todos comprometidos. Mas surgirá um "salvador da pátria" chamado POVO e fará justiça. Pois a população está se conscientizando das atrocidades cometidas por eles e até os defensores convictos dessa "seita" apelidada de partido estão mudando sua opinião. Eles serão banidos, com certeza, é apenas uma questão de chegar o tempo certo disso acontecer.

Abraços amigo
Aida

Caio Martins disse...

Jorge, dizem que a esperança é a última que morre, mas, a persistência a supera pela sabedoria de valores e princípios.
Não se trata, no caso, de questões ideológicas em que pese o denso conteúdo político: estamos dominados pelo crime organizado, cujos exemplos impregnam a população em todos os níveis.
Nada de novo, só um eterno proceder histórico hoje em quantidade brutal. O povão gosta...

Tais Luso disse...

Olá, Jorge,
Mas que cadeia? Não descobriram ainda que no Brasil cadeia é coisa pra pobre! Ainda não inventaram uma 5 estrelas e com liberdade.
Eles fazem que prendem... "e nóis faiz que acredita". (o erro é proposital)
Perdi totalmente a fé, e não tem recuperação, essa "boa" índole está no DNA da política nacional. E as coisas estão tão na cara...

Beijo!

Vera Fracaroli disse...

Jorge,
No Brasil, o governo da presidente Dilma Rousseff conseguiu combinar a gastança e a distribuição de favores fiscais e financeiros com baixo crescimento, inflação muito alta e
deterioração das contas externas. Se o objetivo do relaxamento financeiro do setor público era a expansão econômica, o plano falhou de forma estrondosa. A presidente insiste em atribuir os problemas da economia
brasileira a fatores externos e, nos últimos tempos, também à seca. Mas outros países sujeitos aos mesmos fatores externos têm crescido mais que o Brasil. Além disso, a
inflação sempre foi alta, nos últimos cinco anos, mesmo sem os efeitos da seca.
Um grade abraço!

Celso Felício Panza disse...

Jorginho, voltei, esses que dizem que não dá em nada não conhecem o que É FICAR UM DIA PRESO, nem sabem quem é o Juiz Moro.Quanto a Zé Dirceu, seria o presidente do Brasil, a bala na agulha do ex que teve de arranjar essa caricatura atual, e hoje não pode ir a um restaurante ou frequentar espaços públicos com sua família,o nome disso, PENA MORAL, a maior das penas,que ultrapassa o condenado e atinge sua sucessão. É preciso conhecer isso de perto para avaliar. E os desfechos serão graves, o Juiz Moro será um divisor de águas, já é no impasse que criou corajosamente fazendo a instância de revisão retroceder no sentido de aglutinar o foro privilegiado, que favoreceria a todos pelo decurso da temporabilidade processual, fragmentou inclusive os procedimentos a exemplo da operação na Itália das "mãos limpas",máfia, e decreta a preventiva antes não exercida e a faz prevalecer, com "habeas corpus" recusados para todos menos um, o tal do Duque. É preciso conhecer meandros técnicos para formar convicções e ver o "pari passu" procedimental, e poderosos, digam em contrário os que tenham outra visão, já estão em cela de doze metros quadrados, quatro pessoas acostumadas com mil estrelas, mordomias máximas, "boss" e presidentes de empreiteiras gigantes, as maiores do Brasil com exercícios negociais no mundo, comendo refeições da instituição mais que singelas por força da segurança e com sanitárioe chuveiro comum. Não é assim como quem não conhece percebe, minimizando por falta de conecimento. Abraço caríssimo irmão. Celso