sábado, 9 de junho de 2012

Editores















Editores

Em fins de março do ano passado, 2011, enviei original de um trabalho para ser avaliado por grande editora.
É um bom trabalho, creio. Trata-se de um romance onde a tônica é o dualismo, sob muitos aspectos. Bem, mal; verdade, mentira; saúde, doença e a série vai prosseguindo até o final inesperado. Rápido de ser lido, “Casarão” até hoje não foi liberado. Um ano e três meses de angustiante espera. Por que não me dizem logo que o original foi recusado?
Tenho dois livros publicados, e não paguei nada por isto. Apenas entrei no projeto de novos valores da editora, fui aprovado e os livros foram impressos. “A Regra do Jogo” e “Contos e Crônicas no Portal Literal”. Da entrega dos originais até a resposta da editora e prontos os livros, em sessenta dias o processo foi concluído.
Tivesse eu nome em mercado diferente, fosse ator de televisão, empresário safado ou coisa que o valha, estava nas livrarias há muito. Mas sou apenas mais um blogueiro e autor razoavelmente bem sucedido em sites literários da internet. Talvez, nem sei muito bem, estes fatos até mesmo deponham contra mim. Não tenho certeza. Mas Saramago manteve um blog longo tempo, até bem próximo da sua morte. Tinha um carinho especial para com seus textos curtos.
Fosse rico, montava uma editora. Iria trabalhar em moldes diferentes, continuando a editar autores consagrados, mas priorizando os novos. Uma grande empresa europeia estava pronta para fazer exatamente isto aqui no país. Mas brasileiro lê pouco, ou seja, na verdade, brasileiro não lê nada. O projeto foi abandonado.
É o curso de um rápido processo que estamos passando. O ensino está abaixo da crítica, nossos alunos são os piores do mundo em Matemática, analfabeto tem o diploma do primário e as universidades estão desmoralizadas. Foi o fruto do governo petista, onde é aplicada a regra que mantém o povo ignorante, para continuar no poder sem oposição.
Senhores da Record, mandem logo a carta registrada dizendo “embora o original enviado contenha valor literário, informamos que o mesmo foi recusado por motivo de...” Ou aceitem e publiquem, vou gostar muito, claro!

imagem: Casarão, futura capa do livro.

18 comentários:

Maria Luzia Fronteira disse...

My friend desejosa pa que seu livro seja publicado para que possa comprar e ler...de certeza que é bom... há poucos dias li um livro de um escritor famoso e era um dos livros mais vendidos do ano...resumo: 466 páginas e uma seca do início ao fim...agora perante esta leitura imagino os outros livros o que não seriam para que este (que li) ficasse bem classificado em termos de vendas...
Tudo dependerá das influências dadas ao livro e ao autor...
Espero que tenha sorte e acredito que sim...
Abraços
Manuela

petuninha disse...

Olá, Jorge!
Penso que é uma alegria a edição de teus dois primeiros livros.
A vitória há de vir também para este.
A foto da capa é muito bonita e sugestiva. Tenho certeza de que o conteúdo também o será.
Estamos na torcida para que logo seja
editado. Sorte!
Sucesso e beijos da Petuninha.

IDERVAL TENÓRIO disse...

Meu amigo e Guru Jorge, os grandes autores sofreram antes de cair no gosto dos leitores, uma vez que os leitores são poucos e acredito que é a grande mídia quem o difunde. Fico na espreita e desconfiado, pois muitas obras de baixo valor, de pouca importância e que nada acrescentam estão aí na boca do povo enquanto autores de real valor penam em busca de sua vez.

Na verdade, as obras que falam que dizem e que educam estão em baixa, em alta as pornografias, os escândalos,as auto estima, os besteirois , salvo obras importantes como as do meu amigo e conterrâneo Lira Neto:Padre Cícero e Getulio que estão em alta, no mais é paciência e não se dobrar aos editores, eles querem a obra praticamente de graça e como filha adotiva. Não para eles, o autor é o autor e pai da obra.

No mais amigo Jorge Cortás Sader Filho, resta lutar e quem sabe, conseguir um Jô Onze e meia e ta lá na boca do povo.Um abraço e a luta continua.brevemente nas bancas a tão sonhada publicação.
Iderval Reginaldo Tenório

Caio Martins disse...

Pois, seu Jorge, são as durezas do ofício... Há que insistir, e pra valer. A solução seria um patrocinador, dando acesso às editoras, programas de entrevistas e os cambau. Tem de correr atrás, me'rmão!
Abraços, sucesso!

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Caro Jorge, pago para publicar meus livros. Não tenho nome, não sou filha de pai famoso, não tenho midia que me promova...Por isso, nunca submeti meus poemas à análise de editoras. "Poesia não vende" é o que me dizem os livreiros. A prosa pode ser ruim, mas vende. A poesia pode ser boa, autor desconhecido não vende. Vão publicar? Não. Então, junto dinheiro e publico.Fiquei pasma, quanto ouvi o Luís Fernando Verissimo numa entrevista dizer que não viveria de literatura, se ele não vive, eu viverei? Até agora não consegui tirar nem a metade do dinheiro "investido", mas sou teimosa, este ano sai mais um livro meu, às minhas custas, é claro. Abrs. Mardilê

Espelho disse...

É, meu caro escritor preferido!
Que tal vc usar esta ferramenta - net - para lançar capítulos de seus livros, para os seus leitores fieis? Até a última página?

Quem sabe, seja uma maneira de não ficar, apenas a esperar por editoras?

Observe, eu nem sou escritora de livros importantes, e nem pretendo ser, mas, eu estou escrevendo o meu intimismo, que nem sei se vou lançar em editora... E já recebi convites de três, para editar com eles... Estou pensando em ir a uma lan, imprimir o meu conteúdo e encadernar e passar p os meus amigos e familiares, que querem ler o meu produto, já estão assim, cadê o livro sai ou não sai?
E tb ir no programa do Jô, como o nosso colega, acima sugeriu... Eu tb quero ler vc com prazer...
Beijão

Marco Bastos disse...

Olá, Jorge.
Como bem você relata, e corroboram nossos amigos, a satisfação ao publicar um livro é grande, mas há que se enfrentar as dificuldades, quando não os custos. Nossa sociedade pouco lê e com frequência não sabe valorizar as boas obras literárias. E as Instituições e Editoras inclinam-se por questões ideológicas, mercantilistas ou mercadológicas - Monteiro Lobato excluído da bibliografia oficial para o ensino médio por ter sido considerado autor de obra racista; A ABL, ao condecorar com a comenda Machado de Assis, bons profissionais do futebol, obteve mais divulgação que se tivesse homenageado escritor de valor (em detrimento de condecorar autores da literatura); livros de péssima qualidade são impressos diariamente, porque "rodam" com facilidade no mercado que não distingue os melhores valores. As dificuldades são grandes e os incentivos parcos. Felizmente a literatura está no sangue e há batalhadores incansáveis como você que não se desviam dos seus objetivos. Parabéns por aquilo que já alcançou e sucesso nos novos empreendimentos.
abraço.

Rita Lavoyer disse...

Jorge, tentei corrigir uma inversão de letra e acabei por excluir o comentário anterior, mas vai ai. Problemas no aparelho que esta digitando no teclado, entende?

Inelizmente o que você relata é a pura realidade, tenho passado por situação semelhante. Os meus ivestimentos são para a Literatura Infantil, o que torna a publicação ainda mais difícil, porque primeiro eu tenho que pagar o ilustrador, de posse das ilustrações que completam a história finalizar a obra. Sem sucesso! Nada de portas abertas para patrocínio.

Quer um ombro para chorar eu empresto o meu.

Mas vamos lá, o nosso prazer em escrever é ímpar, seguimos com o blog, adoro o seu, tenho vínculo com ele, aprende valores importantes com você, com outros escritores de blog, essa simbiose entre os bloguieros tem sido uma dádiva para mim.

Mas não chego às crianças com o meu blog. O livro é o meu vínculo com elas.

Sinto a tua dor, amigo!

Célia Rangel disse...

Ah!Jorge!Brasil destoa de cultura que não perpasse pelo carnaval, pagode e futebol... Veja o nível! Carnaval suporte de peladas, ainda as esculturais, vale o colírio; o pagode traz composições que denigrem a humanidade, mas faz sucesso pela dramatização das "mulheres frutas"; e o futebol elenca valores que valorizam "aparência física, na conta bancária, no status do poder e do ter"... CULTURA? LITERATURA? Se, abordarem pornografia, sucesso garantido. Nós, que lemos, consultamos dicionários, gramáticas e tentamos esmerar nosso "vernáculo" distoamos... "pagamos mico" diante da permissividade cultural - onde marionetes engrossam fileiras para facilitar o percurso da corrupção. Detalhe: ainda corremos sério risco de sermos emudecidos em nosso direito de expressão.
Abraço, Célia.

petuninha disse...

Olá, Jorge!

Cá estou novamente. Para dizer-te que também apoio a idéia de ires ao Jô Soares, falar sobre a questão em pauta:
-editar livros bons no Brasil. Aí já falas de tua luta que é a mesma de muitos escritores neste país.
Boa sorte. Sucesso!
Beijos da Petuninha.

Carmem Velloso disse...

Se você escrevesse um livro picante, quase pornô, publicava em um mês, Jorge. Talento você tem, seria fácil.
O Marco fala nisso.
Veja: A Xuxa tem um filme, "Amor, estranho amor", onde faz sexo com um menino de treze anos. Entrou com um processo na justiça e conseguiu que o mesmo não fosse mais permitido. Mas qualquer camelô vende.
O poder do dinheiro é nojento.
Escreve um, publique e depois não tem retorno, ou será que tem? Aqui vale tudo!
Mas creia, você acabará publicando. Na Record mesmo.

Abraço. Carmem

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

A capa do livro certamente será linda. À altura do conteúdo, que desde já assino embaixo sem ter lido. Sorte, meu caro Jorge! Abraços.

Anderson Fabiano disse...

Jorjão,

taí um texto que tenho que tomar muito cuidado com o coment.

Como você bem sabe, além de escritores, eu e Helena somos responsáveis pela Bárbara Editora, fruto de uma longa peregrinação de textos "sendo avaliados" e respostas que não chegavam nunca.

Especializamo-nos em trabalhar com autores independentes pois, entendemos que não é justo que empresas ganhem dinheiro com o talento dos autores que só vêem uns minguados tostões após meses de espera, angústia e expectativas frustradas.

O Brasil não lê mais, parceirinho. O Brasil dá medalhas de Machado de Assis para os Ronalidinhos, pagodeiros e descompromissados com a nossa cultura. O Brasil dá porrada nas professoras e danem-se as concordâncias e mesóclises.

O Brasil não canta nem mais o hino nacional. O "Birundum" saiu de moda.

Um autor como Jorge Sader publicaríamos de olhos fechados. É certeza de boa leitura e, pelo menos para aqueles que já conquistaram a graça de conhecer seus textos, é venda garantida.

Nossos autores, a despeito de um pequeno investimento inicial estão conseguindo, com folga, o retorno merecido. Você sabe encontrar-nos, se quiser dar "linha na pipa"...

À propósito, devo ir ao RJ, em julho, para dar uma entrevista na TV da UFF. Como é sua área, prepare um Concha y Toro, a caneta para o meu tão sonhado autógrafo e escolha um restaurante para o nosso jantar. OK?

Meu carinho,

Anderson Fabiano

Mary disse...

Deve ser gratificante ver um trabalho assim publicado, espero que este seja publicado também, vou procurar seu livro para ler, fiquei curiosa, rs
Beijos boa semana
Mary

Dolce Vita disse...

Seria importante que todas as grandes editoras mantivessem com os autores que a procuram um atendimento transparente. Jorge, espero que seu livro seja publicado e desejo muito sucesso. Bjs

Mary disse...

Tem namorada?
feliz dia para você com sua companhia,
não tem? felicidades assim mesmo, afinal mais
um dia dado por Deus para ser vivido.
Beijos
Mary

marcia disse...

Não desista Jorge !!!... Você é muito bom no que faz...bjus

Ana Bailune disse...

Infelizmente, hoje em dia, fazer sucesso como escritor é mais uma questão de sorte do que uma questão de talento.