quarta-feira, 5 de junho de 2013

Una furtiva lacrima

Uma das árias mais conhecidas do canto lírico, “Una furtiva lacrima”, trecho da ópera “L’Elisir d’Amore”, de Donizetti, é interpretada magistralmente por Luciano Pavarotti.
 Compositor e cantor são expoentes máximos da música universal, Domenico Gaetano Maria Donizetti nasceu e morreu em Bérgamo, Itália (1797-1848). Filho de camponeses pobres, sem nenhuma tradição musical, Donizetti firmou-se como um dos grandes mestres da música de ópera. O “Elixir do Amor” é peça que fala da paixão entre os camponeses Nemorino e Adina, tumultuada no início, mas com a entrega espontânea da aldeã ao seu apaixonado, que a havia feito beber uma poção mágica de amor, mas era na verdade apenas vinho, daí o nome da obra.
Luciano Pavarotti dispensa apresentações. Nasceu e faleceu na mesma cidade italiana, Modena (1935-2007). Desde cedo começou a praticar o canto, quando notou que não realizaria seu sonho de ser goleiro de futebol. É um dos grandes intérpretes de Verdi, Donizetti e Puccini. Seu maior ídolo era o também tenor italiano Giuseppe Di Stefano, embora Mario Lanza tenha sido também um dos modelos do cantor. Talvez o mundo não tenha conhecido jamais voz tão cheia, poderosa e afinadíssima como a do simpático tenor.

11 comentários:

Marco Bastos disse...

Visitá-lo é sempre um encontro com a Cultura, prezado Jorge. Muito bom gosto musical na escolha do tema. abraço.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Bonito demais, Jorge. Também aprecio alguns trechos de "Lucia di Lamermoor", do mesmo Donizetti. Abraços líricos.

Maria Coelho disse...

Bom, a única coisa que sei é que sempre há uma história, com a qual cada parte da ópera se relaciona. Aprendi um pouco mais! Abraço

Rita Lavoyer disse...

Muito lindo! Engraçado que aprendemos a gostar do lírico em casa por causa do meu filho, que é apaixonado por esta arte grandiosa.

Célia Rangel disse...

Com uma trilha sonora desse quilate cultural, uma taça da poção mágica do amor arrebatados todos os corações... Tornamo-nos "Macabéas, personagem de Clarice Lispector em “A hora da estrela”... A música sempre será transformadora.
Abraço, e obrigada, pelo momento cultural.
Célia.

Marcia Portella disse...

Jorge,obrigada por esse belo momento.......bjus

Caio Martins disse...

Muito bom, Jorge. Sempre é um momento especial ouvir nosso amigo e mais ainda com a peça apresentada. Abraços.

Carmem Velloso disse...

Um momento de beleza e repouso!
Bjs. Carmem

IDERVAL TENÓRIO disse...

IDERVAL TENÓRIO disse...
Mestre, quando se canta autenticamente é impossível não encantar o ser humano, razão maior desta vasta cultura. Faço um paralelo com o São João Nordestino e assim me explano.

IDERVAL TENÓRIO
Caro amigo, guru, mestre, conhecedor profundo das coisas do Mundo, Brasil, do Nordeste e do Forró. Disse tudo do Erudito, tal qual o nosso mais popular costume do Sertão9 O BAIÃO RAIZ).
O São João eclético, o São João Universitário, O São da guitarra não é o São João Raiz, não é o São Gonzaguiano e nem Dominguiano. Aqui em Salvador o Perfilino Neto um dos ícones do radio brasileiro foi longe, durante 30 dias na Radio Educadora no seu programa Memoria do Radio- conta a história do São João,do Baião, do Forró e dos grandes ícones da música e dos novos que seguem o caminho d autenticidade. Como exemplo da descaracterização o Brasil todo, inclusive Campina Grande e Caruaru estão deixando de lado os verdadeiros forrozeiros , uma lástima .Conheça mais de perto o grande Israel Filho que toca e canta o legítimo forró, de Caruaru para o Brasil, este mestre foi deixado de lado pelo forró mentiroso destas bandas enganadoras. É amigo, estou aqui em Salvador formando um grupo forte para juntos conversarmos com os amigos de outras épocas para alimentarmos os verdadeiros heróis que continuam acreditando na musica raiz. acessem o blog http://www.iderval.blogspot.com

Tal qual os grandes do Erudito que poucos conhecem, está o baião, o forró raiz agonizando. Parabéns pelo artigo e assim que se faz cultura. Viva a cultura como um todo.Um abraço Iderval.

Tais Luso disse...

Pavarotti, pra mim, foi o maior! Senti sua morte, demais. Encanta, emociona. Tenho em meu blog, na coluna, seu vídeo permanente - Ave Maria. Volta e meia o escuto.

Belíssima postagem!
Abraços, Jorge!

Anderson Fabiano disse...

Pois é, Jorjão, cada um no seu quadrado. Reconheço que minha cultura em termos de música clássica deixa muito a desejar.

Lembro-me que certa vez, conversando com um amigo querido, revelei minha predileção por Rimsky - Korsakov e quase apanhei.

Segundo ele o velho Nikolay não era reconhecido como um clássico pelos puristas.

Bem como não sou purista continuei gostando do cara. Mas, não vou muito além disso. Assim, assino embaixo qualquer coisa que você me diga sobre o assunto.

Meu carinho,

Anderson Fabiano