terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Deixa eu te amar livremente















Por que o receio? É medo, ou coisa que o valha? Saiba então minha querida, que de medos ando cheio, qualquer deles me atrapalha. Não posso amar sozinho? Quem disse isso, amorzinho? Isto é fogo de palha!
Tem tanta gente no mundo que cada vez mais se atrapalha, dando palpites, conselhos ou qualquer coisa que valha... Acho graça destes tipos. Em tudo metem o nariz. “Quem é você que não sabe o que diz?”. Ah, Noel quanta sabedoria, nos bares, serestas escondidas da luz do dia. Foi livre destes ares cheios de tanta hipocrisia... Não teve esses azares.
E eu, o que faço? Fico sujeito às normas? Ninguém se livra delas, sempre existe quem conteste as formas despidas que tenho e tão repetidas são, não existe quem não as ateste...
Que tenho eu com isto? Não, eu não desisto deste destino ingrato, é ele o meu prato que vou digerir, até fique farto.
Pergunto outra vez, docemente, sem nenhum rancor na mente, por que este ardor eu tenho de amar-te tão livremente?
Alguma maldição? Creio que não. Por favor, me dê a mão...
Não posso ficar sozinho, tenho medo deste espinho que se chama solidão!

15 comentários:

cristinasiqueira disse...

Oi Jorge,

Que ritmo ,que paixão doce como se pudesse a paixào ser doce.Que jeito gostoso de dizer amor.
Delícia de prosa/sendo verso.

Beijos,

Cris


Te espero no blog www.euamotrancoso.blogspot.com
Acabei de postar.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

As rimas ao longo de todo o texto dão-me a impressão que você deu forma de prosa poética ao que era um poema. Mas poema continua sendo, e dos bons. Com a marca da sua talentosa pena, Jorge. Parabéns por mais esta!

Caio Martins disse...

Belíssima composição, Mestre Jorge, tanto na forma quanto no conteúdo. Como diz o Paulinho da Viola,
Solidão é lava
Que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo...

E, segundo você, espeta... e dói pra burro!
Abração, manovéio...

Marcia disse...

Jorge,cantou docemente a paixão, em ternas palavras de amor.
bjus....Marcia

lino disse...

Belo texto!
Abraço

Parole disse...

Não sei se vai me entender, mas você tem um escrita aveludada, aconchegante, mesmo falando de um assunto espinhudo como a solidão.

É sempre um prazer te ler.

Beijos

Rosana disse...

Certos autores usam uma maneira tão pessoal de escrever, escondem sentimentos, cobrem as palavras de dor ou lamento com cetim para disfarçar a forma magnífica que escondem dentro de si: a de serem poetas... Críticos, estudiosos em literatura, etc, podem discursar aqui, opinar o estilo usado, sei lá. Eu, na minha opinião, apenas digo que seu texto superou toda e qualquer expectativa. Foi no limite. Teve o tamanho certo, usou as palavras certas, mostrou sentimentos de maneira impecável e transformou momentos de leitura em música romântica aos meus olhos e coração. Resumindo, Jorge poeta, eu amei ... Um grande abraço.Ro.

Mari Amorim disse...

Jorge,
Não há regras, para o amor.
Grande dia para você,com boas energias sempre!
beijos
Mari

Ana Maria Pupato disse...

Viver uma paixão para fugir da solidão... Atire a primeira pedra quem nunca passou por isso. Maravilhosa forma de expor essa ferida que acompanha o ser humano: suave e terna!
Amei! Beijos mil!!!

Carla Diacov disse...

Sader, meu Filho )rss( estou passando para mordiscar da tua arte )sempre suculenta!...hoje, desesperadamente SAD, filho...mas de uma beleza que cintila nas lágrimas que derrubo aqui...( e também para dizer que estou na campanha do além, buscando visitadas opiniões aqui no nichosdamortaquasemenoria.blogspot.com , onde vitrines tentam indenizar ensejos amortalhados, onde morte é como coisa vivida em finalmente arder, arder até vir a crer...enfim, me crescerão os cabelos e unhas a sua aparição por lá!
Beijos vivos!

Liège disse...

Estimado Jorge, o ritmo e a poesia de sua prosa são encantadores!
Obrigada por participar da enquete e por seu comentário.
Um abraço.

Rita Lavoyer disse...

Jorge, gosto muito da prosa poética, dessas rimas que vâo e vêm, levando-nos amarrados até o ponto final. Quando acaba queremos começar novamente, isso não faz mal, é tudo tão eloquente, mexe com o emocional da gente, que sente... sente... sente e que tem, somente como recurso, o sentimento da própria pena.
Um abraço desta que lhe quer tão bem, independente das letras que tem.

Blogat disse...

uma mão,prá não sentir solidão,
espinho na alma, aperto no coração
beijo soli(t)dário, Poeta.

Aline Patrícia disse...

Uma prosa maravilhosa cantada,trabalhada no ritmo e na expressão do eu enamorado. Apelo sincero, frágil e forte ao mesmo tempo,como costumam ser feitos os amantes, como só o amor nos faz.
Beijos

Pati* :)

Márcia Cristina Lio Magalhães disse...

"Alguma maldição? Creio que não. Por favor, me dê a mão...
Não posso ficar sozinho, tenho medo deste espinho que se chama solidão!"

Adorei!!

um abraço amigo!