segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vida















                                          Vida

                         Quantas vezes nesta vida
                       Eu vi o mar, calmo ou mexido.
                       Quantas vezes nesta vida
                       Senti qual nada sofrido.

                       Quantas vezes nesta vida
                       O amor passou, esbaforido.
                       Quantas vezes nesta vida
                       Senti ser tempo vivido.

                       Doce ilusão de quem pensa
                      Ter a vida dominada.
                      Apenas sonho, mais nada.

                     Pois a Vida que é sempre imensa
                     A todos de graça é dada
                     Mas um dia será roubada!

19 comentários:

Espelho disse...

Bravo! Amei o Poema!
Falastes sobre a vida e a morte numa singularidade impressionante!
Beijos
Mel

Rita Lavoyer disse...

Acho o soneto uma forma difícil de poetar. Este seu está realmente muito belo. Característica jorgeana.
Obrigada pelo Vida".

Liège disse...

Estimado amigo, é sempre agradável visitar seu espaço e sentir o encanto de seus versos.
Abraços.

cristinasiqueira disse...

Oi Jorge,

Sempre um mergulho a cada visita.
belo soneto.

Cris

Mari Amorim disse...

Mas o importante de tudo,e vê-la registrada,Jorge.
Um abraço repleto de boas energias!
Mari

lino disse...

É o que temos de mais certo!
Abraço

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Poesia, Jorge, pura poesia. Gostei muito. Dizia um professor meu: "quem é bom já nasce pronto". Esse ditado aplico a ti. Continua nos presenteado com os teus textos. São muito bons. Abrs. Mardilê

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Grandes verdades versejadas, sempre com a ironia que lhe é tão peculiar. Meu abraço e meus parabéns, Jorge.

petuninha disse...

Olá, JORGE!
Estive relendo sua crônica "Sinfonia de Roseiras," de 08/02/2011 e me perguntei: -Será que as rosas fizeram-lhe a surpresa que esperava?

Quanto ao seu poema, vejo que nele vc. expressa reflexões a respeito da vida, aquelas que a maioria de nós costuma fazer de vez em quando.
Nos versos vc. imprimiu sua força emotiva.
Parabéns! Beijos.

Marcia disse...

Gosto desse seu lado poético..bjus

Teresinha Oliveira disse...

Duas características suas eu gosto muito: a economia de palavras e a simplicidade. Demonstra talento.

Eliana disse...

Oi Jorge... fica com Deus, tenha um ótimo dia!!!

Márcia Sanchez Luz disse...

"Quantas vezes nesta vida
senti qual nada sofrido,
senti ser tempo vivido.
Apenas sonho, mais nada!"


Jorge, que poema mais lindo! Desculpe brincar com seus versos, mas foi a forma que encontrei de ressaltar o que mais me tocou.

Parabéns.

Beijos

Márcia

Drisph disse...

O linear entre a vida e a morte... Esta é a única realidade que nos resta. Retratando de modo belo, onde a simplicidade encanta e traduz, como palavras apenas ditas, olhadas nos olhos.
Beijos nas palavras, poeta.
Seguindo-o.
Adriana

Caio Martins disse...

Grande Jorge, inevitável conclusão e invejável talento. Para ler com calma, devagar, saboreando cada palavra, cada verso. Parabéns, meu amigo.

Magali Pastore disse...

Jorge,
adorei!!!
muito tocante.

Eliana disse...

Como é bom viver a vida.
Como é bom falar de vida. E você fala de uma maneira que nos toca.
Parabéns grande poeta... parabéns Jorge!


Tenha um ótimo dia.

Vaninha disse...

Jorge, meu caro, quanto lirismo e beleza em seus versos... Vida e morte descritas com sensibilidade e encantamento. Sempre bom te ler, querido! Beijos.

Ana Maria disse...

Meu amigo,
Estou trabalhando e estou em dívida com seus posts. Maravilhosa reflexão sobre a vida e a maturidade de quem conhece o caminho quando diz: "doce ilusão de quem pensa ter a vida dominada..."
Beijos mil!!!!