segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cotas













Cotas

Há pouco tempo, manifestei minha opinião sobre o regime de cotas nas universidades. Também há pouco tempo o Supremo Tribunal Federal reconheceu a legitimidade do mesmo, diante da Constituição Brasileira.
Grupos étnicos e alunos pobres têm participação determinada por número fixado.
Sou contra. Frontalmente contra e explico minhas razões de modo lógico, sem usar argumentos políticos ou sociais falsos.
A verdadeira razão de este regime ter sido criado é o estado deplorável que se encontra o sistema de educação pública no país. Um aluno faz o curso primário completo e recebe seu diploma. É sabido por quase todos que muitos destes ‘diplomados’, não sabem ler nem escrever.
Os governos não investem na educação, na formação de bons professores, na modernização do ensino. A consequência imediata é a péssima qualidade do aluno. A matemática é um exemplo. Os estudantes brasileiros, no último levantamento internacional, ocupam o último lugar de todo o mundo. Uma posição que envergonha o Brasil.
Os diplomados pelas universidades brasileiras, para o ingresso na Ordem dos Advogados, têm que passar por exame que a entidade faz, para evitar que incapazes se tornem profissionais. O Conselho de Medicina já pensou várias vezes em adotar o mesmo sistema.
A conclusão é uma só, e salta aos olhos de qualquer pessoa de bom senso. Não existe ensino sério neste país. Que faz o governo para fugir da sua responsabilidade? Adota um sistema discriminatório. Constrói escolas, talvez para dar satisfação ao povo, ou com propósitos eleitoreiros, ou para as grandes empreiteiras faturarem mais.
A razão é só uma. Não há ensino! Não venham com desculpas que não convencem. Educação é problema do governo. Além das novas escolas, coloquem nas que já existem professores capacitados. Acabem com a arrogância de alunos mal criados perante aos professores. Um só policial militar em cada escola, não só zela pela segurança da mesma, como coíbe o procedimento destes alunos, que vão à escola não sabemos a causa. O aluno é pobre? Que o material didático seja integralmente fornecido a ele. Educação funciona assim!
O bom aluno não tem cor, nem usa relógios de marca, muito menos caneta Mont Blanc. Ele estuda, orientado por bom professor.
Parem de enganar o povo. Não somos idiotas, como vocês querem.

11 comentários:

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Uma lavra corrosiva, justa e necessária, amigo Jorge. Bravo!
Meu abraço.

lino disse...

Não conheço a realidade no Brasil mas polícias, gorilas e bufos nas escolas já por cá tivemos e não foi nada bom. Para mim, bons professores, bem pagos e com autoridade na escola é a única solução.
Abraço

Nadir D'Onofrio disse...

Condundente, clara e objetiva, caro Jorge! Também sou partidária desta opinião....Nadir

Espelho disse...

Muito boa a sua tese sobre a educação, que vive em derrocada!
Mas, em minha opinião, até que a classe docente, seja bem reconhecida, ainda assim, esses mestres não darão conta de tanta falta de disciplina e de respeito dos alunos em relação aos mais velhos e\ou aos seus mestres... A reforma tem de vir de casa para a escola; da escola para o mestre; do governo para os dois seguimentos discente e docente... Passar uma borracha e começar tudo de novo!

Anderson Fabiano disse...

Jorjão,

Se me pegassem na manhã seguinte de uma derrota fragorosa do Vasco ou após uma ressaca daquelas com uísque falsificado ou ainda, se houvesse feito uma viagem de metro lotado com um cara de 120 quilos pisando na minha unha encravada não destilaria tão óbvia revolta como a exposta por você em tão brilhante crônica.

VOCÊ ESTÁ PRA LÁ DE CERTO!

Se fosse lá no nosso botequim diríamos, em uníssono, sem as regras de educação que seu campo de coments está por exigir:

ESSES CARAS DEVEM TÁ PENSANDO QUE SOMOS BABACAS!

ESSA HISTÓRIA DE COTAS É CORTINA DE FUMAÇA!

Ah! Que saudade do tempo que a gente cantava o hino nacional antes das aulas e levantava quando os professores entravam em sala...

Não tinha cotas, todo mundo metia os córneos nos livros e passava pelos próprios méritos e ninguém notava quem era pobre ou rico, preto ou branco. Putz! Que saudade!

Meu carinho,

Anderson Fabiano

Marco Bastos disse...

Os alunos, um cartel da mediocridade. Chegam à sala de aula despreparados e sem (base) condições de absorver e processar novos conteúdos; o professor desmotivado e não se respeita; a Escola preopcupada em gerar as Estatísticas; e o País afundando na incompetência e na ignorância. Empresas criando faculdades corporativas e importando técnicos. Esse é o resultado de políticas equivocadas. Boa e verdadeira a sua crônica. abrsços.

petuninha disse...

Jorge.
É bastante complexa esta questão.
Há pais mais malcriados que os filhos. A falta de conceitos de respeito, disciplina, e muitos outros estão desaparecendo.
Por sua vez os governos nao querem povo culto. Pagam muito mal professores, mas os políticos são privilegiados.
Esta decadência preocupa. Beijos da Petuninha.

Célia Rangel disse...

É um tema que patina em nossa mente de educadores e deixa-nos "enfurecidos" quando vemos autoridades competentes, pelo menos revestidos dessa competência, maquiarem situações que denotam corrupção camuflada em "cotas e direitos" que em nada resulta em um bom ensino-aprendizagem. E mais, nós sabemos a direção a seguir, infelizmente não nos é dado o direito. Analfabetos funcionais em educação são encarregados de distribuir "pão e circo"... e o povo aceita.
Célia.

Rita Lavoyer disse...

Estou tentando fazer um projeto de lei que abra cotas para os alunos albinos.Explico- Os meus!

Quem é que vai defender os direitos dos meus filhos, que sobrem de estresse porque eu sou uma mãe que manda filhos à escola para aprender a ler e a escrever, aprender a resolver as questões matemáticas entendendo o enunciado, e daí eu vou à reunião escolar e exijo da professora que ela cobre, cobre mesmo da minha criança o estudo matemático em casa, com - inclusive- a tabuada decor, na ponta da língua como eu sei
Tá!!! que eu ouço de pais e professora que não pode exigir que a criança pode ficar traumatizada!

Uma ova, que pode! desde quando exigir estudo de criança a traumatiza? Traumatizados ficam os pais que pagam, exigem estudos e recebem filhos analfabetos com diplomas nas mãos.

Credo! Não mando filho meu à escola para professor educar, porque já saem de casa sabendo que se eu receber reclamação de um professor sequer o coro come em casa. Eu devolvo toda a autoridade aos professores, porque filho meu quem cuida sou eu e o pai deles, as tarefas são rigorosas, para as provas eles estudam a tarde toda, fazem cursos extras porque sabem que a competitividade é grande, são alunos educados e comportados na sala de aula - já falei lá em cima que o coro rola aqui em casa- se esforçam enquanto criança, perdendo a oportunidade de vivirem como crianças para se didicarem mais e mais aos estudos, só porque são BRANCOS ( que azar!) não terão os mesmos privilégios dos cotistas?

Agora vão ter que rachar de estudar, os pais racharem de cobrá-los, rachar de pagar extras curriculares só porque tiveram o AZAR de terem nascido brancos!??

Putz, que azar cara!

Quero cotas para os albinos - os meus!

Você fala de professores despreparados?

Os professores doutores, que sabem tudo da sua área deveria estar na formação dos alunos, lá na creche, no básico, no fundamental.
Marmanjo, nós por exemplo, já não precisamos mais de doutores ministrando aulas pra nós, apesar de isso ser bom, mas o doutor das causas deveria estar lá na formação, e não para os já formados.

Tem coisa errada mesmo!

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Sou professora e tenho orgulho disso. Lencionei em escolas públicas e particulares e com o mesmo afinco e dedicação. Fui exigente com os meus alunos, segundo eles, MUITO exigente. Não me arrependo. O meu olhar para o ensino hoje é de lástima. Abrs. Mardilê

Maria Luzia Fronteira disse...

Gostei muito do seu ponto de vista Jorge e muito em especial o penúltimo parágrafo merecedor de reflexão:

"O bom aluno não tem cor, nem usa relógios de marca, muito menos caneta Mont Blanc. Ele estuda, orientado por bom professor."

Abraços
Manuela