quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Prólogo ao Lamparina de Oratório Velho




Este trabalho tem o título furtado.  Meu pai pretendia levar até o fim histórias que viveu na sua infância e princípio da juventude, na sua cidade natal, Bom Jardim, Estado do Rio de Janeiro.
            Advogado de invulgar talento, inteligência rápida e muito objetiva, nos dez anos finais da sua vida ocupou-se de trabalhar textos onde pretendia mostrar a luz da Lamparina de Oratório Velho, que nunca pude saber com exatidão se era sua casa quando criança, se alguma capela de fazenda do lugar, ou mesmo se o oratório velho era mesmo seu corpo e sua alma, iluminados por velha lamparina de querosene.  Ele jamais foi taxativo a este respeito.  Escrevia, não falava demasiado sobre o lugar, salvo o essencial.
            Não terminou o seu livro, que fazia devagar e procurando transmitir fatos engraçados, comuns ou mesmo tristes, fatos da Vida.  Herdei dele este gosto por escrever; divido com a minha mãe que era eclética: pintava e tocava piano, era formada nesta última arte.  Incluo meu irmão, conhecedor da música clássica, especialmente óperas, que escutava diariamente.  Jorge, Julinha e João Carlos, tão queridos meus que já se foram e aos quais presto minha homenagem.


http://www.bookess.com/read/14614-lamparina-de-oratorio-velho/
 




11 comentários:

Anônimo disse...

Para ler e degustar. Abrs. Mardilê

petuninha disse...

Nossos seres queridos que já cumpriram suas etapas terrenas, as emoções e lembranças com eles vividas preenchem de alegria nossos corações.
Interessante "Prólogo ao Lamparina de Oratório Velho".
É importante conservar os acontecimentos e resgatá-los para que não se percam no tempo.
O gosto por escrever, certamente foi herdado da bela família! Parabéns! Beijosss

Rita Lavoyer disse...

Deve ser muito belo. Quero um.

Célia Rangel disse...

Jorge!
O aperitivo abriu o apetite para o quero mais. Delicio-me com suas produções. Ainda mais agora sabendo do DNA! Valeu, amigo! Sucesso!
Bj. Célia.

Marco Bastos disse...

Parabéns pelo PRÓLOGO, Jorge, por duas razões: a) porque está muito bem escrito e é um forte chamamento à leitura da obra. b) porque é perfeito quando se adequa à natureza da obra: ".... pensamentos que distinguem “prólogos e prefácios”. De natureza quase sinonímica, designam a mesma função introdutória; apenas o uso, na produção artística e literária, aproximava os “prefácios” das obras religiosas e litúrgicas, enquanto os “prólogos” referiam-se às obras ditas profanas."... O seu prólogo está muito agradável de se ler. abraços.

marcia disse...

Jorge,belas e ternas lembranças..Ler você é gratificante..
bjus

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

É como diz o ditado: filho de Sader...
Certamente há histórias incríveis reunidas aí. Parabéns aos dois Jorges.

Carmem Velloso disse...

Jorge, só este prólogo já recomenda o livro. Mostra a sua sensibilidade, quando reconhece que deve aos pais sua vocação, numa atitude desprendida, natural e sincera.
Sucesso! Bjs. Carmem

EstherRogessi A.Mendes disse...

Olá, jorge!

Medito no simples... Quanta beleza!

Coisa de gente que sabe lidar com as letras.

Um abraço grande,

EstherRogessi

Espelho disse...

Meu caro amigo!
Estou sem e-mail
criei um outro link no face como Acácia Flores - acaciaflores@hotmail.com.br - nunca consegue acessar enqto e-mail, apenas como página do face. O Mel Racional dentro do face virou spam - me hackearam.
Tudo que vem de vc é muito proveitoso, belo e agradável de saber! Se o mundo fosse montado de seres como o Jorge Sader... Ah! Seria tão diferente o viver! Um grande abraço, Jorge!

Anderson Fabiano disse...

Olá, parceirinho,

Ando em falta, né? Coisas de quem não sabe dividir o tempo entre o escritor absorto e o amigo que, mesmo calado, permanece fiel.

Também tive um Jorge Senior: Célio.

...

Preciso escrever um prólogo...

Meu carinho,

Anderson Fabiano