sexta-feira, 3 de maio de 2013

"A Liberdade guiando o Povo"



  
            Talvez uma das mais famosas telas de todo o mundo, “A Liberdade guiando o Povo”, do romântico pintor francês Eugène Delacroix (1798-1863) seja um símbolo eterno do conhecimento coletivo.

            Pintada em 1830, com cores vivas, característica do artista que era conhecido por usar em média 25 cores na sua palheta, jamais perderá sua expressão de luta e glória.  Os dias atuais estão a clamar que a jovem deusa, forte e grande, tendo uma bandeira numa das mãos e um fuzil com baioneta em outra, seios desnudos e face destemida, conduza o povo que necessita se libertar da opressão e da tirania. Ricos e pobres marcham juntos.  Delacroix pintou a bandeira francesa sendo carregada na mão direita do grande símbolo.  Fosse hoje, a representação seria difícil, já que os poderosos ocuparam quase todos os tronos do planeta.

            Aos pés descalços, jazem cadáveres e agonizam feridos ensanguentados na luta, demonstração clara que não se consegue liberdade sem agonia.  O esfumaçado da tela não é o conhecido recurso técnico da pintura, mas os gases produzidos pela pólvora.

            Foi a realidade de uma época, e continua sendo de hoje, quando a tirania não educa seus jovens, não trata do seu povo, furta descaradamente os cofres das nações de uma Terra que vai sucumbindo, de uma Terra que vê seus valores maiores sendo destruídos.  De uma Terra que não suporta mais desmandos.

            Poucas.  São muito poucas terras deste Mundo que não necessitam “A Liberdade guiando o Povo” mostrada numa sala especial do Museu do Louvre, mas que na realidade deve estar presente nas ruas, praças e avenidas destes países tão insanos!    


12 comentários:

Carmem Velloso disse...

É, Jorge! Certo está o Pedro Jorge, no comentário do post anterior:"A mim você não engana, Jorge.
A pintura de Delacroix é muito sugestiva.
Abraço. Pedro Jorge"
Revelou agora... A intenção era outra, revelada agora.
Beijo. Carmem

Marco Bastos disse...

Prezado Jorge. Democracia jamais será outorga, mas conquista. O Estado será democrata quando os cidadãos praticarem direitos e deveres, com consciência e pro-atividade, sem serem jamais inertes, acomodados, sem consciência cívica e sem responsabilidade social. O Estado nasce da consciência de Nação. No Oriente Médio, na "Primavera", milícias e mercenários derrubaram ditadores e não conseguem constituir Estados nacionais que pacifiquem os povos de tradição tribal. Foi-se o tempo da " Dona Liberdade" conduzir as massas - hoje teleguiadas. Sem valores não há impulso próprio.
Você interpretou bem o quadro do Delacroix, no tempo e no espaço dele.
abraço.

Rita Lavoyer disse...

Se conquistada a liberdade, o que há de se conquistar depois?
É verdade que estamos todos presos a alguma coisa. Quanto mais livres pensamos ser, mais grudados a alguma coisa estamos sem nos darmos conta. A liberdade, ela não exite plena. É miragem.

Mardilê Friedrich Fabre disse...

Liberdade é o sonho de conquista de todos os povos. Mas há um povo totalmente livre? Conseguimos isso hoje? Conseguimos nos safar de grilhões sociais, políticos, históricos, psicológicos, econômicos? Abrs

Célia Rangel disse...

Liberdade é construção... ainda que prevaleça a destruição... Ótima reflexão para o que vemos, ouvimos e de que somos protagonistas.
Abraço, Célia.

petuninha disse...

PREZADO JORGE.
A tela é maravilhosa, saída da arte de Delacroix,que se imortalizou por tanto talento. Como quadro histórico, representa o sofrimento do povo francês após a Revolução de 1830 para a conquista da Liberdade, com sua bandeira vermelha empunhada. A opressão ocorre em inúmeros países, a conquista de Paz e Liberdade, necessita de valores dos povos e de políticos bons e conscientes. Por todas as notícias que vemos na mídia, parece-me que esta conquista esta muito distante.Infelizmente,em nosso amado país, são raros os governantes sérios. É muito triste, mas depois das duas grandes guerras mundiais e inúmeras outras espalhadas, os governantes dos países ainda pensam em fazer guerras. Será que a humanidade ainda precisa sofrer muito mais para conquistar a verdadeira consciência do que é a Liberdade?

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Emblemática obra, bela e oportuna reflexão. De parabéns, Jorge. Abraços.

Maria Coelho disse...

A liberdade tem muitos retratos, mas uma única raiz que é a igualdade entre gentes, povos e nações, porque é através dela que se revela o respeito pelo pró,ximo, caso contrário haverá sempre novas imagens de poder, forças, imposições, etc. A liberdade é uma bandeira ainda presa a muitas hastes... Muito bom!

Marcia Portella disse...

Na minha opinião, liberdade é algo falso que não existe realmente, é algo inventado, feito pra confortar o ser humano de que podemos "ser livres".
Sempre existirão limites impostos por toda uma sociedade, por alguém ou algo, mesmo dentro de nós...bjus

Jota Effe Esse disse...

É, Jorge, estamos longe de conseguir a Liberdade. Enquanto isso pagamos caro para Garotinho e Cesar Maia de apresentarem no horário nobre da TV como nossos salvadores da Pátria. Meu abraço.

cristinasiqueira disse...

Gosto do que li e vi.Bela composição e além para os sensíveis e rebeldes em ação ...mesmo que seja ação poética,lírica,bravata... dada a praga de gafanhotos que devasta o verde despertar da insurreição ! Liberdade ,libertação é um principio de conquista íntima que tem a ver com responsabilidade,consciência,ética
, equilíbrio... evolução e dai sim um conceito a se desenvolver e fortalecer uma Nação! Oxalá !

Anderson Fabiano disse...

Belíssimo! Excepcionalmente belo, oportuno e verdadeiro.

Me rendo, amigo, você disse tudo!

meu carinho,

Anderson Fabiano